
Sobre a crise dos alimentos no mundo e a cotidiana convivência do brasileiro com o Molusco – agora como economista – é bom ter sempre em mente algumas regras do mercado, que por sua vez, foram elaboradas por gênios da economia durante a última dúzia de décadas de capitalismo. Quem quiser entender, leia; quem não quiser, vá ouvir os discursos populistas do 4-dedos.
Primeiro, existe a clássica lei da oferta e da procura, ela ensina que em um primeiro momento, quanto maior for a procura, maior serão os preços se a oferta não acompanhar a procura. Se a oferta acompanhar a procura não haverá inflação, se não acompanhar, haverá inflação. Em um segundo momento, considerando que a oferta não acompanhe a procura, os produtores passam a produzir mais, pois verão uma grande oportunidade de aumentar os lucros em razão de um nicho de mercado que cresce. Em outras palavras, quando o cidadão, supermercados, países, etc, consumirem mais, o preço irá subir, mas por algum tempo, até o momento que os capitalistas rurais começarem a plantar para atender as necessidades alimentares do consumidor, e conseqüentemente, auferir lucros, depois disso o atendimento à demanda será efetuado, e normalmente com exageros que podem produzir até baixas nos preços. É óbvio que o lucro alto não se dará por muito tempo, e aí entra uma segunda regra do mercado, e decorrente da primeira, que diz que a oferta aumentando, e não tendo a procura crescido na mesma medida, existirá uma baixa nos preços. Uma terceira regra é a de que, diante de altas e baixas, o próprio mercado se estabiliza. E muitos podem perguntar como isso ocorrerá. É simples, o produtor não tendo o lucro montanhoso, diminuirá sua produção ou procurará outros nichos para investir, pois não poderá diminuir mais os preços em razão da logística ou custo de produção, transporte, e beneficiamento. E ainda, o consumidor que sente no bolso um preço mais baixo, ou melhor, em níveis normais, passará a evitar a corrida louca ao mercado para garantir estoques.
Nessa mesma linha, temos um mercado que se estabelecerá em medidas de custo-benefício, e sempre que há essas altas e baixas no mercado, há, por conseguinte, uma espécie de limpeza do mercado, porque novos produtores e fornecedores entram no mercado durante a crise, e outros nem tão competitivos saem. Diante disso, há quase sempre uma melhoria na qualidade da concorrência e talvez na qualidade dos produtos, e uma possível deflação, que tem o consumidor como principal beneficiário.
Para resumir a historinha, a crise existe em graus pequenos. Todos sofrem em várias medidas. Mas isso tudo que vem sendo vinculado nos meios de comunicação é um alarmismo típico dos idiotas que vocês do povo enfiam nas cadeiras do governo ou das instituições que só têm nome, como a ONU. É apenas o primeiro ato de uma tragicomédia, que inicia com um sofrimento e termina com um mercado sadio e uma concorrência que beneficiará o consumidor.
Países como China e Índia que possuem Indústria modernas em algumas áreas, e o agronegócio mais acanhado, enxergarão uma bela oportunidade de passar a investir na modernização da agricultura visando o agronegócio. Outros países do terceiro mundo começarão a fazer o mesmo. A agricultura, atividade que já não interessa mais aos ricos, passará a ser terceirizado para países terceiro-mundistas. Com isso, as políticas de subsídios e barreiras que prendiam as pessoas em atividades que por si só não se sustentam, agora desaparecerão. É claro que isso é um exercício de futurologia. Mas bem plausível, já que na próxima geração, os países desenvolvidos terão pouquíssima mão-de-obra interessada na atividade laboral do campo. É quase inevitável, a terceirização da atividade agrícola para países do terceiro mundo. Diminui o número de agricultores, diminuem os subsídios.
Relaxem e comam o que tiver mais barato, pois em médio e longo prazo o mercado ficará mais apetitoso para vocês. E dessa vez para finalizar mesmo, lembrem-se que o Brasil tem muita terra improdutiva, se houver um aumento persistente nos preços de alimentos no mercado internacional, será justamente o Brasil um dos principais beneficiários desse aumento, pois haverá mais terras cultivadas e mais dinheiro entrando no país, em decorrência do potencial de produzir alimentos que o país detém e que não é usado.
Alguns preferem ver a crise, e esquecem que toda crise gera oportunidades.
Delenda Lula!



















