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TEMÁTICA DO BLOG

NOTÍCIA E OPINIÃO

Este blog trata de assuntos variados. Destacam-se os temas políticos, ideológicos, morais, sociais, e econômicos.

28 setembro 2008

O socialismo do século 21


Hoje o povo equatoriano vota o referendo sobre a nova Constituição (Socialista) que o presidente marxista enrustido (mas nem tanto), pretende implantar no país.

O marxista enrustido disse que a nova Carta do país espelha a democracia e a ebulição que toma conta da América Latina. O que significa mesmo que o presidente equatoriano quer aplicar no Equador o tal “socialismo do século 21”, como ele mesmo chama a sua versão vermelhóide. Quer comungar e ser coroinha do Cacique venezuelano. Nas entrevistas para a imprensa, Rafael Correa vem dizendo que o referendo representará uma batalha entre “dois mundos, dois sistemas”.

Parece que o senhor Presidente equatoriano ainda vive sob o mundo bi-polarizado, assim como seus compadres Chávez, Morales, Raúl Castro, Lula, Lugo, Kirchner e Bachelet.

Na economia, esta Constituição poderá acabar com a autonomia que o Banco Central do país tem. Ou seja, as políticas monetárias estarão ainda mais dependentes da gangorra política. O mesmo ocorre com a possibilidade real que o governo tem para estatizar setores econômicos.

Outro ponto que chama a atenção é o fato de províncias ricas estarem fazendo uma oposição ferrenha ao governo central. O que futuramente pode levar a rebeliões pró-descentralização, a exemplo do que ocorre na Bolívia.

É o coletivismo marxista mais uma vez mostrando suas garras na putrefata e retrógrada América Latina.


24 setembro 2008

Indenizações "à merde"



NOTÍCIA:

Quarenta e um metalúrgicos que participaram das históricas greves dos anos 70 e 80 receberam na terça-feira (23) o reconhecimento oficial da condição de perseguidos políticos, em decisão tomada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, região do ABC.

Do grupo contemplado, 27 receberão um valor mensal médio de R$ 2 mil e indenizações retroativas de cerca de R$ 260 mil. Outros 12 receberão um benefício único, com valor médio de R$ 78 mil, e dois processos foram retirados de pauta.

Apesar da vitória, vários indenizados - que integraram diretorias do Sindicato dos Metalúrgicos no período em que este foi comandado pelo hoje presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - reclamaram dos valores das reparações, que consideraram baixos demais.

Lula já fora indenizado - só que pelo Ministério do Trabalho - e passou a receber, em março de 1997, pensão de R$ 2.195,40 por mês - na época em que o teto da aposentadoria para o setor privado era de R$ 957.

Na ocasião em que ganhou a ação, o presidente recebeu pouco mais de R$ 56 mil em benefícios atrasados. No fim de 2006, ele recebia cerca de R$ 4.800 por mês. Lula ficou 31 dias preso no extinto Departamento de Ordem Política e Social (Deops) por ter comandado uma paralisação”. [i]


   Indenizações a perseguidos políticos do regime militar? E com dinheiro dos impostos que a minha geração paga? Que merda é essa?

                           Caralho de cavalo !!!!  

   Duas coisas:

   Primeiro, − não entro no mérito do certo e do errado −, se querem dar indenizações a essa gente, que dêem. MAS NÃO COM O MEU DINHEIRO, PORRA !!!! Que corram atrás dos “Da Silvas”, “Cavalcantes”, “Barros e Limas”, “Santos”, “Gaspares”. Essa história de contribuintes que não gritaram palavras de ordem, nem usaram fardas ter que pagar POR quem usava, a QUEM gritava, é uma PUTA SACANAGEM !!!!

   Segundo, se a Lei da Anistia não permite punir essa gente que usava farda, que então não resolvam dar esmola com dinheiro meu. Se não é possível punir o criminoso, também não se pode eleger e punir todo mundo pelo crime de poucos.

   No começo do ano, 18 jornalistas, entre eles os cartunistas “Jaguar” e Ziraldo,  receberam volumosas indenizações. Estes dois levantaram mais de 2 milhões e pensões de mais de 4 mil. Tudo pago, obviamente, com o dinheiro das nossas contribuições. Fazem isso mundo a fora, mas convenhamos, FODA-SE AS PRÁTICAS MUNDO A FORA !!!! Não estou aqui para concordar com o mundo. Se os outros admitem que enfiem a mão nos seus bolsos para pagar por crimes dos outros, eu não. A dívida não é minha; não é do Estado brasileiro; é do regime militar e dos seus partícipes. Ninguém pode se esconder sob a entidade estatal para cometer crimes, e deixar a dívida para este mesmo Estado que, posteriormente transfere aos cidadãos de bem.

   Este país é uma grande suruba de mangue. Uma fornicação de anãs !!!!


[i] http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL771761-5601,00-COMISSAO+INDENIZA+METALURGICOS+PERSEGUIDOS+NA+DITADURA.html – Acesso em 24 de setembro de 2008.


Para saber mais, leiam: Nuremberg para terroristas Marxistas?

23 setembro 2008

Bola e bala


   Estampa as páginas internacionais dos jornais a explosão de uma bomba no Iraque que matou 5 crianças na cidade de Mosul no norte do país. A chacina em Paranavaí no noroeste do Paraná matou 15. 1 a 0 Brasil. Ainda no Iraque, um carro-bomba matou 3. No Brasil, em Pernambuco, assalto a um ônibus deixa 2 mortos. 1 a 1. No Paquistão, atentado a um hotel matou 53 pessoas; e confronto entre tribais acaba em 10 mortos. Na Somália, foram 42 mortos em explosão de morteiros. 4 a 1 pro mundo. 

   Goleada? Que nada, o Pelé da guerra civil brasileira entra em campo: No Brasil são mortos por arma de fogo mais de 35.000 pessoas por ano, o que dá mais de 700 mortos por semana ou 100 pessoas por dia...
   O Brasil continua a ser bom de bola; e de bala também!

22 setembro 2008

Pactum scelleris


Ninguém pode dizer que essas múmias do socialismo latino-americano não são perseverantes. Vejam o burucutu e cacique do petróleo da Venezuela, ele correu em três oportunidades o risco de perder o poder, e nas três vezes enfiou os dentes no traseiro do Estado e dali não saiu. Mesmo antes de assumir o poder na Venezuela, Chávez já demonstrava suas obsessões esquizofrênicas típicas desses “galinhos de granja” que se acham especiais demais; sapientes demais para se sujeitarem ao Estado de Direito.

No final da década de 90, quando Chávez fôra eleito por mais de 70% do eleitorado venezuelano, e aprovara via plebiscito a nova Constituição do país, sua postura sempre foi a de “messias”. Contudo, o povo diante do sofrimento sempre opta pelo prazer do ópio revolucionário imediato a um processo de reformas racionais. Nesta mesma Carta Magna, Chávez conseguiu meter o cabresto na plebe. Estipulou poderes extraordinários de intervenção estatal na sociedade e economia que se tornaram, de tão comumente usados, em poderes ordinários. A nacionalização de vários setores econômicos e o uso desenfreado de decretos para controlar a sociedade civil, liberdade de imprensa e política, seguiram a receita histórica de dar eco a desejos populares, estimular a emotividade e animosidade da plebe, elegendo inimigos externos enquanto lava o cérebro do povo.

A dificuldade em receber e aceitar críticas é mais um traço desses galinhos. O último caso envolvendo essa frescura infantil que ditadorzinhos mimados têm em comum, envolveu a Human Rights Watch (HRW) que, em críticas ao governo de Chávez, denunciou o desrespeito regular da liberdade e dignidade humana. A entidade internacional apontou a centralização política, a falta de democracia de fato, de liberdade de imprensa, e o sistema de corrupção dentro do judiciário, como características do governo Chávez. O cacique rodou a baiana e para extirpar essas críticas, logo mandou expulsar do país os representantes da organização. 

Fica a pergunta: Se tenho a certeza de que as acusações que me imputam são inverossímeis, por que calar os opositores se ao meu lado está a verdade, e com ela posso me defender e desacreditar os inimigos?

Claro que ele não tem como se defender, todas as acusações que lhe são feitas correspondem à realidade que ele criou para seu país. O silêncio soberbo ou o praguejar populista são as atitudes que cabem a ele no seu papel de imbecil troglodita irracional.

Morales e Chávez: O portal UOL usa o termo “irmandade revolucionária” ao se referir à aliança dos dois, que muitas vezes encontrou, e encontra, ecos no Equador, Brasil, Argentina e provavelmente encontrará no Paraguai de Lugo. Todos sob a áurea da ilha caribenha.

Lá na Bolívia o franguinho Morales; índio comedor de coca; sofre a oposição consistente das províncias mais produtivas e ricas do país. Não obstante, Morales tem a seu favor a massa de ameríndios pobres que, com um despretensioso assobio os coloca facilmente como escudo de proteção do seu governo.

Quando se propôs a criar um sistema de ajuda aos mais velhos com verbas do gás, e limitar o tamanho dos latifúndios (muitos deles produtivos), Morales recebeu os aplausos da maioria da população. O povo, como sempre, não percebe que limitar os latifúndios e preconizar os pequenos gerará uma agricultura de subsistência que no final das contas acabará recrudescendo o déficit de abastecimento no país. É o que sempre ocorre na América Latina quando se resolve combater os latifundiários, que bem ou mal, produzem; enquanto a experiência das pequenas glebas demonstra entre nós, latinos, ser desastrosa. É fácil constatar o caminho, é só olhar para Cuba; os jornais informam que o governo de Raúl Castro  iniciou um projeto para entregas de terras. A ilha tem metade de suas terras improdutivas e importa 80% dos alimentos destinados ao consumo interno; isso em um país que se diz socialista e promete o paraíso na Terra!

Já o imposto dos hidrocarbonetos que deverá ser destinado a projetos sociais tende, igualmente, a criar uma massa de dependentes do Estado. Creio que o uso do mesmo para investimentos estruturais (a Bolívia possui uma infra-estrutura calamitosa), e crédito para que o empresariado possa gerar empregos e desenvolvimento, seria o melhor caminho. Mas eles preferem banquetear hoje, a construir um projeto desenvolvimentista de longo prazo. Toda e qualquer medida de urgência desesperada, mal pensada e encaminhada por “emotismos”  levam, inexoravelmente, à perpetuação da miséria.

Lembro-me de quando o comedor de coca alcançou o poder; a mídia brasileira na época alardeava gloriosamente que a Bolívia possuía agora um governante herói. Um caudilho indígena que defenderia o interesse da maioria indígena do país. Era a versão burlesca de Lula. Com aquelas roupas de campesino da coca, ele estimulou a complacência dos imbecis pelo exótico. Agora, depois das travessuras, a mídia brasileira começa a demonstrar cansaço na sustentação da imagem desse lazarento. Ao mesmo tempo, ab absurdo, não sabe como tratar o Molusco que, com as mesmas medidas populistas de assistencialismo e paternalismo vem conquistando as massas. Subsidiado pela inércia vergonhosa dos meios de comunicação que encontram nessa mesma massa seus espectadores; e no crescimento razoável da economia do país, o Molusco consegue ultrajar toda imprensa acrítica.

A América Latina não tem conserto. Com exceção de pequenos focos regionais de luz, o restante vive na penumbra do atraso e emotividade revolucionária. Gente estúpida; povos detestáveis! Continuem comendo seus excrementos... Eles são o melhor manjar que vocês podem depositar na mesa.

21 setembro 2008

McCain Vs Obamafilia


   O candidato da Obamafilia midiática criticou o candidato republicano que, segundo sugeriu Obama, teria ligações com lobistas pró-privatização da Seguridade Social dos Estados Unidos. Obama aproveitou o discurso em que McCain propunha abrir a Seguridade Social à competição de mercado, permitindo uma maior presença de empresas na prestação do serviço, ao dizer:

"Então deixe-me entender isso direito. Ele quer conduzir os cuidados com a saúde como eles vêm conduzindo Wall Street". Bem, senador, eu conheço algumas pessoas em Main Street que não vão considerar isso uma boa idéia."

   A respeito dessa declaração de Obama, tenho a dizer que Wall Street pode (e deve ter) alguma culpa na crise, mas não podemos esquecer que os grandes culpados são o Estado, por ter subsidiado as agências hipotecárias para que elas concedessem créditos sem limites e juros baixíssimos a despeito de toda e qualquer flutuação de oferta e demanda do mercado durante décadas; e os consumidores, que utilizaram a hipoteca para sustentar o consumo e não honraram seus compromissos e/ou assumiram uma obrigação que não seriam capazes de cumprir.

   Quanto à seguridade, nada mais sadio do que permitir ao cidadão poder escolher entre as melhores opções da prestação para sua necessidade ou prioridade. O Estado, obviamente, deve garantir o básico a todos, mas daí exigir que ele a amplie de forma a tirar a opção do cidadão de dispor dos seus recursos, e por outro lado exigir o pagamento de impostos de todos para sustentar isso, é demais para o meu gosto. Em resumo, uma básica contribuição de todos para a Seguridade da coletividade é razoável, o que não pode ocorrer é utilizar o dinheiro dos impostos de todos para ampliar além do básico esta prestação de serviço. Cabe a cada um ampliar ou não este serviço conforme sua preferência e vontade.

   Obama cumpre seu papel populista e acadêmico do novo socialismo norte-americano. Ele fala para os pobres com a idéia de que o social está acima de qualquer liberdade individual. Traz para a América os europeísmos, e se vencer, os Estados Unidos estarão assinando sua promissória. 


Post a respeito: 

Obamafilia

Lula americano

McCain com forcado no traseiro do verme midiático

Economistas acham que McCain será melhor para o mercado 


Tá tudo dominado (Por Janer Cristaldo)


Leitor me envia notícia do Sunday Times. Que a lei islâmica foi oficialmente adotada no Reino Unido, com cortes da sharia com poderes para decidir em processos civis muçulmanos. O governo sancionou discretamente os poderes de juízes da sharia desde processos de divórcio e disputas financeiras até aqueles envolvendo violência doméstica. Essas cortes foram instaladas em Londres, Birmingham, Bradford e Manchester. Duas outras cortes estão sendo planejadas para Glasgow e Edinburgh.

Quer dizer, está agora garantido aos muçulmanos o direito de espancarem suas mulheres, cortar o clitóris das filhas, vendê-las desde crianças a primos ou demais parentes próximos. Se levarmos em conta a fatwa do xeque marroquino Mohamed Ben Abderrahman Al Maghraoui, estão liberados os casamentos de adultos com crianças de nove anos.

Será talvez influência brasílica? 
Chez nous, os índios podem matar, estuprar, invadir prédios, instalar barreiras em estradas e fica tudo por isso mesmo. Só não pode fazer isso quem é branco.

Tá tudo dominado. A Europa se rende. Se você é jovem e quer conhecer um continente que ainda guarda alguns resquícios de civilização, vá logo antes que seja tarde.

20 setembro 2008

Candidatos perdidos

Ainda sobre a crise norte-americana, os candidatos à presidência dos EUA voltaram sua atenção para a economia. Diante do anúncio da ajuda do governo ao sistema instável, o candidato da Obamafilia midiática apoiou as medidas, defendendo que são necessárias, mas que é igualmente necessário auxiliar não só os ricos, mas os cidadãos pobres que, segundo ele, serão os mais atingidos com a crise. Por outro lado, McCain, seguindo a tradição republicana, e contrariando o governo republicano de Bush (convenientemente), disse que o governo não deve intervir nos mercados. Enquanto um se apega ao novo populismo; o segundo se prende na tradição republicana.

Novamente, a crise é uma grande incógnita. Até Deus, se existisse, estaria perdido nesse turbilhão.

* Na Europa, foi aberto o quinto Fórum Social Europeu, vide os lemas retrógrados dessa gente: V FSE

19 setembro 2008

E tudo quebra, até o sigilo

   Ontem o Molusco disse com toda convicção que o Brasil não será afetado pela crise econômica que assola os Estados Unidos. Enquanto as duas colunas de sustentação do sistema hipotecário do país do norte, a Fannie Mae e Freddie Mac, arriavam; e a seguradora AIG (American International Group) pedia a bancarrota; e Merrill Lynch era comprada pelo Bank of America, e o Lehman Brothers pediam concordata; o Molusco, antes de dormir, abraçava o porquinho rosa onde guarda seus U$ 207 bilhões. Além do mais, ele vai discursar na Assembléia da ONU, e segundo informa o porta-voz da presidência, deverá pedir aos países ricos para não virem nos gripar. Tomara que ele não resolva sair muito por Nova Iorque, vai que ele pega esta gripe.

   A “Bertha Dilma”, por sua vez, vem dizendo que a crise é mais “profunda” do que imaginava, mas defende que o país diversificou suas exportações, e isso blindará a economia brasileira. Esquece ela que, caso a crise ganhe contornos globais, os tais diversos parceiros brasileiros também serão afetados.

   No Brasil, por enquanto, todo mundo fala que a crise é grave e o Brasil pode se segurar no rochedo. Todos parecem estar confiantes e melindrados ao mesmo tempo. A incerteza é total e a única certeza que temos é a da quebra no sigilo das comunicações telefônicas.

17 setembro 2008

Resultado da Enquete

Qual o político que você considera como maior ameaça na América Latina?


Hugo Chávez (Venezuela) 31,48%
Lula (Brasil) 20,37%
Evo Morales (Bolívia) 12,04%

Cristina Kirchner (Argentina) 9,26%
Raúl Castro (Cuba) 9,26%
Fernando Lugo (Paraguai) 4,63%

Michelle Bachelet (Chile) 3,70%
Rafael Correa (Equador) 2,78%
Álvaro Uribe (Colômbia) 2,78%
Tabaré Vázquez (Uruguai) 1,85%
Alan García (Peru) 1,85%

31 agosto 2008

Berlusconi & Kadafi acertam acordo bilateral



Neste último sábado, o premier italiano, Silvio Berlusconi, encontrou-se com o ditador líbio, Muammar kadafi. Trataram de assinar o acordo no qual a Itália se compromete a pagar bilhões em indenizações e investimentos à Líbia. Este acordo, _ pelo menos nominalmente _ servirá como reparação pelos danos causados durante a colonização italiana na região, que durou de 1911 a 1943. Pelo acordo, a Itália investirá por 25 anos, duzentos milhões de dólares anualmente na Líbia. Prevê ainda a construção de uma estrada ligando as fronteiras líbias com o Egito até a Tunísia, e a extração de minas terrestres.

Mas não se enganem. A Itália uniu o útil ao agradável, ou melhor, o inevitável com o lucrativo. O país do norte da África é um dos grandes produtores de petróleo no mundo. A Itália dá esse passo para viabilizar futuros acordos de importação do ouro negro. Além disso, a Líbia se encontra em posição geográfica próxima à Itália, facilitando toda a logística de transporte. 

É preciso salientar também que a proximidade entre os países também tem levado imigrantes do norte da África a aparecerem às rimas nas belíssimas praias do sul e oeste italiano. Fogem do regime socialista de Kadafi, e buscam abrigo no país europeu. Algo que o atual governo italiano vem combatendo duramente. Ao cumprir a lei de imigração à risca, Berlusconi vem sendo criticado pelos dogmáticos do "politicamente correto". No âmbito exerno, Berlusconi agora busca a solução: investindo na Líbia fará com que o país se abra mais e talvez absorva imigrantes das regiões vizinhas. Uma verdadeira barreira de contenção.

Em resumo, este acordo solucionará alguns probleminhas italianos: Abrindo o fornecimento de petróleo líbio, Berlusconi, resolve parte do problema de energia; ajudando a criar uma economia líbia mais forte, ele possibilita um futuro alívio na imigração para a Itália e, de lambuja, ainda arranja uma sutura nas chagas abertas pela colonização.  

               

29 agosto 2008

Meritocracia & Mediocracia: Poder, dinheiro, política e os idealistas


   Muitos criticam veementemente a busca, (que chamam de “insana”), pelo poder e pelo dinheiro. Outros criticam o poder por ele envolver uma política suja. Criticam pelo ponto de vista daqueles que pouco detêm o poder e o recurso pecuniário, ou por serem castrados como eunucos. E é para esses críticos da ânsia humana pelo poder e/ou pelo dinheiro, e enojados da política, que escrevo hoje.

   Desde os tempos mais remotos, quando os homens se associaram em grupos sociais, o poder esteve presente como elemento intrínseco à natureza do humano. A formação de grupos sociais surgiu da constatação de indivíduos isolados de que não era possível sobreviver frente às vicissitudes do mundo de forma disjunta. A associação tornou-se um escudo facilitador na aquisição de alimentos, abrigo, defesa, e reprodução. Nestes grupos, aos poucos, destacaram indivíduos mais capacitados na obtenção desses recursos, e por sua vez, desenvolveram estruturas hierárquicas baseadas na força e capacidade. Estas estruturas hierárquicas criaram uma graduação de poder. O chefe do clã alcançava mais recursos alimentares, abrigo e defendia melhor do que os outros; por esta razão se instaurava em posição de poder. O poder passa a tirá-lo da condição de simples membro de uma coletividade unida por interesses comuns, e o põe em estado de quase autonomia. E aí está a resposta para a questão da busca do poder: a autonomia.

   Na moderna sociedade humana, o animus potere permanece o mesmo. Mudam-se os tempos, o animus ganha novos instrumentos e uma nova roupagem, mas em essência, continua o que era nos tempos mais remotos da humanidade. O homem moderno prossegue, sem pestanejar, na sua busca pelo poder. Vorazmente se lançando sobre o mundo social e natural em busca da autonomia; da liberdade que o livrará das ingerências dos outros indivíduos da coletividade e da suscetibilidade às forças da natureza. É óbvio que essa autonomia não é absoluta, e sim, menor.

   Necessito, antes de continuar a falar de poder, deixar clara minha postura quanto à pecúnia ou dinheiro. Percebo que a busca incessante pelo dinheiro é a procura pelo poder que esse dinheiro oferece. O poder de ser mais autônomo do que os outros. O dinheiro, antes de ser objetivo, é meio. Através de um exemplo abstrato explico: O dinheiro seria como os degraus que levam à ponte do poder, e essa ponte do poder é o caminho elevado que leva à autonomia. Conquista-se dinheiro para se alavancar sobre a plebe, e com poder nas mãos, possa atravessar a distância que separa o homem coletivo, do homem livre, ou mais livre. O dinheiro é, portanto, um meio de alcance do poder. Daí a luta por dinheiro.

   Mas assim como os primeiros chefes tribais descobririam milênios atrás, o homem com capacidade de angariar recursos, pode, por meio do poder adquirido por essa sua capacidade, transferir essa obrigação a outros, e dessa forma, pelo puro poder, se saciar. O que não é um mal por si só.

   O pior está porvir. Em um determinado momento, o que era poder do mérito, da capacidade individual daquele sujeito, transforma-se em puro status. O status, modernamente, pode sobrevir de diversas formas que não são necessariamente meritórias. Não é raro vermos governantes que obtêm poder sem mérito. Eclode um novo ponto: O homem que desejava autonomia em face da coletividade, e usava da capacidade meritória para alcançar esse escopo, passa a desejar garanti-la pelo status não meritório. Configura-se uma sociedade mediocrática, e não meritocrática.

   O poder conquistado pelo mérito deixa de ser o alicerce de uma sociedade baseada na meritocracia, e, com a ascensão de indivíduos sem mérito, nascem instituições e mecanismos sociais que privilegiam o status não meritório. Desabrocha a sociedade dos medíocres: A mediocracia plebéia! Onde qualquer um sem capacidade pode galgar o poder. Vejam, não estou defendendo uma postura contrária ao acesso de todos ao poder; muito pelo contrário, o que defendo é o mérito para o poder.


   A política brasileira reflete muito dessa condição. Vejam o horário eleitoral e isso poderá ser constatado. Uma massa de pessoas incapacitadas aspiram a um cargo público. Querem governá-lo, enquanto as pessoas capacitadas por um nojo ou orgulho idealista, se abstém de participar do que eles chamam de “jogo sujo” da política. De quem é a culpa por vivermos sob uma mediocracia? Entre outros fatores, a culpa recai também sobre os ombros dos indivíduos capacitados que escondem suas cabeças na terra como avestruzes. Abrem seus livros e praguejam contra os impostos e a política enquanto nada prático fazem; falam sobre idealismos de toda estirpe como maritacas, e levantam o queixo quando convidados a entrar no "campo de batalha" na trincheira contrária aos medíocres. Preferem a pena e o livro, e se olvidam comodamente de que se trouxessem a coragem de aliar a pena e o “canhão”, seriam imbatíveis. Dizem não querer sujar as mãos, e que a vida política pode contaminar. Mas digo a todos esses: Se temem tanto serem corrompidos pela sujeira, e se negam a segurar suas vassouras, é visto que não estão tão certos de serem limpos. São tão medíocres quanto os que criticam! Sentem temor por serem suscetíveis à sujeira, porque essa, está guardada por debaixo de algum tapete!

"O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam"
Arnold Toybee

26 agosto 2008

Richard Lynn: QI e religiosidade


O pesquisador, Richard Lynn, (professor da Universidade do Uster, na Irlanda do Norte, e Ph.D por Cambridge), publicará uma pesquisa científica defendendo que indivíduos ateus possuem QI superior aos que professam alguma crença. Conhecido por pesquisas que comparam a inteligência entre raças, agora apresenta uma pesquisa onde relaciona inteligência e religiosidade.

A pesquisa foi realizada entre povos diferentes, e entre indivíduos de uma mesma sociedade. No primeiro foram feitas pesquisas em cerca de 137 países, onde ficou constatado que em 23 desses países onde os índices medianos de QI são os mais altos, o número de ateus declarados ultrapassam os índices de 20% do total populacional. Nesta primeira etapa de pesquisa, países com 1,95% da população declarada atéia, os índices médios de QI giram em torno de 64 a 86 pontos. Enquanto em países que registraram quase 17% de ateus, os índices de QI alcançam 87 a 108. Na segunda etapa, foram relacionados jovens norte-americanos, e descobriu-se que, no cruzamento entre religiosidade e desempenho intelectual, os jovens com menor grau de religiosidade apresentavam maior desempenho intelectual nas pesquisas.

Foram constatadas “exceções” ao padrão observado. Por exemplo Cuba, onde apesar de 40% da população se declarar ateu, o índice de pontuação no QI alcança uma média de 85. Teoricamente, com 40% de ateus na população, o índice QI deveria se elevar ainda mais. Entretanto, explica-se pelo ateísmo forçoso da maioria da população pelo regime comunista, e ainda pela não presença na pesquisa da religiosidade velada (aquela na qual o indivíduo não se define como religioso, mas possui uma religiosidade alternativa e subjetiva). O Vietnam, outro país que apresenta discrepância do padrão registrado mundialmente, o ateísmo chega a 81% e a pontuação do QI alcança 94. Fatores da religiosidade velada e da maciça propaganda comunista podem ter criado uma variante artificial neste caso também.

Um ponto de grande discussão é os EUA, onde quase 90% da população afirmam acreditar em Deus, e o QI gira em torno de 98%. Richard Lynn diz não ter uma explicação para o fato. Eu, pessoalmente, arrisco explicar. A mentalidade americana preponderante distancia da de outros países por ter sabido congregar a religiosidade com o pensamento "aberto". Não é difícil ver um empresário capitalista, íntimo de práticas predatórias de mercado, educado nos sistemas educacionais científicos, vê-lo aos domingos orando como um convulsivo numa igreja presbiteriana. Sem contar o fato de boa parte das escolas americanas manterem nos seus quadros educacionais ao mesmo tempo educação religiosa e ciência. Os EUA parecem ter conseguido criar uma mentalidade coletiva onde religião e conhecimento se congrega ao invés de entrarem em embate.

A pressão social parece ser um fator de desvirtuação da pesquisa. Segundo Lynn “(...) nós temos que diferenciar a situação hoje com outros períodos da história. As pessoas tendem a adotar uma atitude de acordo com a sociedade em que vivem. Hoje em dia, na Grã-Bretanha e em outros países europeus, não há tanta pressão da sociedade para que você acredite em Deus”. E parece ser o caso oposto nos EUA, onde a religiosidade americana é forte, mas há um grau ainda maior de amor pelo conhecimento e liberdade científica.

É fácil entender que alguém que teve acesso ao conhecimento rejeite os padrões religiosos. Tenho um amigo que era religioso, vivia buscando explicações no mundo da religião: bíblia, satanismo, etc. Mas depois do contato com a ciência e o mundo do conhecimento se tornou um ateísta convicto. Por outro lado, conheço pessoas extremamente religiosas que demonstram ter grande capacidade cognitiva. Pelo meio, reconheço em pessoas da ciência que mantêm uma distância respeitosa pelo mundo religioso, e vice-versa. Entretanto, reconheço que se trata de exceções os três últimos, enquanto os primeiros seguem um padrão majoritário entre conhecimento e ateísmo.

Sinceramente, a pesquisa é importante, abre um caminho para pesquisas ainda mais apuradas. Mas, convenhamos, não é preciso de tanto. Na vida cotidiana vemos claramente essa relação religiosidade/inteligência. É algo que a observação nos dá de presente. Óbvio que o método científico nos traz uma maior certeza, mas não dá para ignorar fatos tão límpidos que nos chegam todos os dias. E não são somente esses; observem o mundo, seja crítico e lógico, e verá. Que o diga Charles Murray, Noam Chomski, e James Watson. Vide ainda em: Diferenças entre raças.

Para saber mais:

Site pessoal de Richard Lynn: Richard Lynn.

Entrevista à revista Época: Entrevista.

25 agosto 2008

A Ciência e o falsificacionismo

    Entre os diversos estudiosos que buscaram delimitar o que é científico e o que é pseudociência, está Karl Popper. Ele defendia que a condição científica de uma teoria se baseava na sua falseabilidade. Ou seja, se há uma teoria, ela pode ser falseável. O âmbito científico, portanto, seria estabelecida pela característica provisória e mutável. 

   Popper não exclui a metafísica e/ou pseudociência, ele delimita a fronteira da ciência com base no conceito da falseabilidade. Entende ele a importância das pseudociências e do método indutivo na criação ou germinação de novas teorias para o crivo do mundo científico. Mas Popper vai mais além, quando diz que o sentido/razão de teorias tidas como científicas podem ser menos comprováveis do que muitas teorias tidas como pseudociência. Colocando em xeque as teorias que aceitavam um fato ou teoria com base na aceitação de nexos lógicos construtivos simples. Para ele, dois são os fundamentos na averiguação: A crítica lógica e o confronto com os fatos. 

    É interessante observar que Popper não refuta o empirismo. Ele inclui um método de abordagem novo para interagir com o clássico. Em outras palavras, Popper chama a atenção do mundo científico para o método da falseabilidade, fortalecendo o poder de comprovar a aceitabilidade de uma teoria com a conjugação dos métodos de observação/experimentação científica, e a verificação proposta por ele. Trocando ainda mais em miúdos, se construir, busque destruir. Se sobreviver, saiba que poderá ser considerada falsa no futuro. Mas enquanto não é, aceite sabendo que ainda é uma teoria sujeita à falseabilidade. Ele defende que quanto maior a exposição de uma teoria à refutação, maior será sua credibilidade. Entretanto, nenhuma teoria é 100% verdade, mas pode ser aceitável para aquele momento.

    Popper é sabedor da necessidade de conjecturas amplas. Ele entende que quanto maior o número de conjecturas, maior serão os avanços científicos quando a busca por comprovação fizer o seu papel. Mas também defende que as teorias elaboradas por meio do método indutivo, tendem a absorver pré-conceitos e objetivos tendenciosos. E isso vem sendo feito a torto e a direito na ciência. Quantas vezes vemos pesquisas tidas como científicas que são completamente tendenciosas? Definitivamente, especular por meio de teorias necessita mais de comprovações do que de premissas. As comprovações podem ser tendenciosas, mas estarão sempre expostas às novas tentativas de refutação e derrubada; enquanto premissas tendenciosas, acabam gerando dogmas difíceis de serem destruídos. Tanto as conjecturas quanto as refutações são importantes para ciência, e é nessa balança, que deve estar razoavelmente equilibrada, onde se estabelece o método científico.

"O método da ciência é o método de conjecturas audazes e engenhosas, seguidas de tentativas rigorosas de falseá-las”.

Karl Popper.

    Mas não se esqueçam: se é assim, até a falseabilidade de Popper pode ser falsificável!

A pré-sal e o Rei Molusco


"O PRETÓRIO é de nóis, companhêro!" _ Disse o Rei com dedo em riste, e toda a plebe aplaudiu entusiasmada!

     Seguindo os péssimos exemplos dos seus compadres venezuelanos e bolivianos, o Molusco aprova por esses dias a capitalização da Petrobrás, e conseqüentemente, da participação do Estado na companhia. Seria uma tentativa de gerenciar parte da economia? A julgar por suas declarações ufanistas, parece que sim. O Molusco tem feito um lobby danado para estatizar a Petrobrás; pessoas ligadas ao Planalto disseram que o governo teme a participação acionária das empresas estrangeiras, e quer aumentar a fatia estatal dos atuais 40% para 60%! 

      A preocupação aumenta ainda mais quando lemos que economistas divulgaram estudos apontando que a Petrobrás terá em 2020 uma participação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto). Se 10% da economia estará nas mãos do Estado, e esses 10% nem contam as reservas do pré-sal que se calcula o valor por volta de 3 a 5 trilhões de dólares; podemos dizer que estamos n’água! (poderia ser no "sal").

É de enlouquecer. A Petrobrás é líder em tecnologia de exploração de petróleo em alto mar devido a participação privada no bolo acionário. Caso a estatização ocorra _ e deve ocorrer ainda esse ano _ o Estado que não consegue gerir setores básicos como o de saúde e educação, fará a “façanha” de envenenar a gerência desse setor.

      O Molusco parece querer retomar as velhas campanhas populistas e ufanistas do Estado Novo e dos militares. Ele já se acha o maior estadista da história do Brasil, e agora em suas alucinações amanheceu na granja gritando os velhos slogans. E na mesma semana dessa avalanche de insanidade, o conceituado jornal chileno, “El Mercúrio”, divulga pesquisa que aponta o Molusco como o terceiro governante com maior aprovação na América Latina. E nós, os cupins, que vamos pagar a conta do insipiente Rei Molusco.

DELENDA LULA!

24 agosto 2008

YANG E LIN

Por: Percival Puggina

Sendo o ser humano limitado, não parece fora de propósito admitir que haja um limite para tudo que lhe diga respeito. Entre outras, de um lado, a bondade, a retidão, a paciência, a inteligência, e de outro lado, a maldade, a falsidade, a intolerância, a burrice. Todas, todas têm limite. Existem barreiras inexcedíveis.

Pois tive a nítida impressão de que um limites foi ultrapassado quando soube que Lin Miaoke, a menina bonitinha que cantou na abertura dos Jogos Olímpicos, estava fazendo mímica, e que a verdadeira cantora, a da voz maviosa, era outra criança, Yang Peiyi, que teve seu talento roubado. A autoria do crime deve ser atribuída às autoridades chinesas responsáveis pela organização do evento. A criança que vimos cantando foi, também ela, usada para a impostura. Era tamanho o compromisso com a perfeição que não se podia admitir uma cantora com dentes desalinhados. A grande festa do talento esportivo mundial iniciou com uma mistificação. 

Creio que o fato impõe ao mundo uma reflexão sobre os excessos a que nos está levando a cultura da beleza. É verdade que o totalitarismo chinês faculta tais abusos e usurpações. Aquele regime desumano, que tantos seguidores já teve, favorece o arbítrio, a brutalidade e o desrespeito à dignidade da pessoa humana (imagine, leitor, a pequena Yang, em casa, assistindo a outra cantar com sua voz!...). Mas é igualmente verdade que os chineses fizeram isso porque apresentavam o espetáculo com maior audiência na televisão mundial, cientes de que esse público esperava a perfeição, inclusive num par de pequenos dentes incisivos centrais. Esperava? Esperava. O pior é que esperava. Não duvido de que bilhões de pessoas, quando a câmera de tevê se fixasse sobre a pequena Yang, em vez de centrarem a atenção na refinada pureza de sua voz, exclamariam: &quotOlha os dentinhos dela!". 

O que está acontecendo conosco? Qual o limite desse culto à beleza física, dessa corrida às cirurgias plásticas, dessa ridícula, inútil e frustrante busca da eterna juventude? Enquanto decai, em tudo mais o bom gosto, enquanto aumenta o desinteresse pela poesia, pela boa música, pela boa arte, buscamos a perfeição dos narizes, abdomens, seios e bundas. O que fizeram com as meninas Lin e Yang é evidência dessa insanidade geral. E tanto envolve algo realmente insano que o assunto só se tornou público em virtude da presença de jornalistas do mundo livre. Era para permanecer oculto porque até as consciências mais deformadas perceberiam que se produziu ali uma perversidade. Aliás, para 1,3 bilhões de chineses, até hoje, o fato não existiu.

23 agosto 2008

Crepúsculo dos anarco-capitalistas


Quando falamos de liberalismo econômico, alguns se tornam tão... _ como posso dizer _ bizarros, que deixam de fora muitos aspectos reais para se deixarem levar por vertentes utópicas, tomadas como realidades alcançáveis. Esse caminho é traçado pelos liberais radicais (especialmente os anarco-capitalistas, e algumas correntes libertárias, entre eles Tucker, Molinari, Hoppe, Rothbard e D.Friedman – filho de Milton). É questão passiva o reconhecimento da liberdade de iniciativa dentro de um mercado, e o direito de propriedade. São dois baluartes para o próprio progresso. E mais, que o Estado precisa, devido à complexidade econômica que existe na sociedade moderna, conduzir-se pela cautela de controles.

O que quero eu dizer com “cautela de controles”?

Primeiro, a cautela de controles não é a ausência de controles. É o controle racional por meio de regulamentos que garantam o chamado “jogo limpo” do mercado. Esses controles racionais se dão com objetivos pré-estabelecidos. Objetivos esses que nunca podem ser político-ideológicos, e sim, objetivos econômicos, a ver: Leis de controle antitruste, direitos intelectuais e de patente, requisitos de segurança dos mercados e também de saúde e qualidade dos produtos ofertados, entre outros. Esses são papéis que o Estado não pode prescindir.

Quando falamos de livre mercado, ou liberalismo econômico, devemos saber discernir o que é papel do Estado no âmbito dos controles racionais em defesa da própria liberdade, da qualidade e da competitividade; do que é intervencionismo político-ideológico. A postura dos anarco-capitalistas tende sempre a explorar o argumento da maior eficiência de um mercado 100% livre, ou apelar para teorias da natureza, ao que eu concordo teoricamente; mas discordo veementemente quando vejo a realidade como ela é. O mundo natural e suas leis não existem sozinhos. Existe um mundo social presente; um mundo humano atuante. Os dois mundos têm o homem inserido. Quaisquer análises isoladas do que é pretensiosamente “bom” ou “preferível”, pode, e em minha opinião o é, deveras míope quando preterimos um mundo ao outro, e não os integramos em estudo.

Não podemos nos deixar levar por utopismos. É bom o que é útil e praticável, o resto é ladainha de intelectualóides metidos a Moisés. O ideal está sempre muito longe do real. Se apegar loucamente ao primeiro será platônico, e de platônicos os hospícios estão cheios. A realidade, seja ela passada ou presente, deve ser sempre o parâmetro de análise. Sabemos hoje que o sonho dos liberais econômicos radicais é impraticável. E não digo isso por ver o intervencionismo como inabalável, muito pelo contrário, digo isso por entender que, assim como argumentamos que o Estado não tem capacidade de controlar todos os meios de produção e agentes de uma economia cada vez mais complexa; o liberalismo radical também encontra dificuldades por esta mesma razão. O mercado, em alguns casos, cria suas leis, e passa a utilizar-se do poder estatal para conseguir efetiva-las.

Entendo que o liberalismo econômico dos radicais, tende sempre a fugir da realidade que o homem moderno se insere. É para o mundo liberal-econômico, algo semelhante, ao que os comunistas são para o mundo político social-democrata. A economia do século 19 talvez _ e muito talvez _ possibilitaria essa abordagem liberal. Mas hoje, a economia moderna é um, entre aspas, problema muito mais complexo do que a simplória e utópica solução dada pelos liberais radicais.

Mecanismos de controle precisam existir na medida da defesa da própria estrutura de competitividade do mercado. E isso não é um anseio somente meu, _ óbvio que não _, isso é a aspiração dos próprios agentes. Os próprios agentes do mercado sejam eles consumidores, produtores, criadores, etc, que reconhecem o papel do Estado nessa função que, somente por questão de semântica, não é chamado de intervencionismo.

Outro ponto importante é compreender que precisamos separar fatores econômicos dos político-ideológicos. Principalmente no Brasil, onde a tradição de atrelar os dois é tão forte. Muitos estudiosos colocam o intervencionismo como grande problema. Eu, pessoalmente, não vejo assim. Creio que o intervencionismo é apenas um instrumento prático da mentalidade vinculante entre política-ideologia e a economia. A história prática nos ensina que sempre por trás de qualquer ato interventor, há uma idéia político-ideológica. Nela se encontra a raiz do intervencionismo; o ato interventor deixa de ser coisa em si, e passa a ser apenas instrumento de ação.

"Não são homens, são pedras"

"Para que discutir com os homens que não se rendem às verdades mais evidentes? 
Não são homens, são pedras." 
Voltaire.

       Quantos são os cretinos que cheios de confiança derramam condenações morais à corrupção política instalada no país? Quantos entre apresentadores de estúpidos programas de auditório, débeis professores universitários, letrados e iletrados patrões, putrefatos religiosos, omissos pais e familiares, ignorantes amigos, e toda massa medíocre, condenam a culpa e o mau exemplo dos políticos? Certamente muitos! Ah, como os tolos e cegos tendem sempre a serem mais tolos e cegos me surpreendendo em suas baixezas escondidas!

       Não perceberam eles, que se corruptos formam uma conseqüência, a causa se encontra no próprio povo? E novamente não me cesso de perguntar: Não seriam os atos de “furar” uma fila, atravessar uma via pelo canteiro, ou ainda burlar o fisco, exemplos inequívocos de corrupção popular? São realmente os políticos os carrascos, ou simplesmente vítimas de uma algoz mentalidade plebéia e seus ensinamentos?

       E afirmo, com toda imoralidade que me é peculiar: A sociedade brasileira é o grande verdugo dessa história. É ela, a corrupta em toda sua essência. Se hoje os homens de poder são tachados de doutores da corrupção, em outros tempos foram humildes alunos no aprendizado da arte da prevaricação, e tiveram um excepcional professor: O POVO! 

Não preciso dizer nada


Leiam a reportagem que segue, acho que não preciso dizer mais nada!


Lula chama estudantes ricos de "babacas"


Por: LETÍCIA SANDER
enviada da 
Folha de S.Paulo a Juazeiro do Norte (CE)

Em um discurso inflamado durante inauguração de um campus universitário em Juazeiro do Norte (CE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva taxou ontem à noite seus críticos de "babacas" que não entenderam a "revolução" na área da educação.

Lula usou duas vezes a palavra "babaca". A primeira foi ao falar do Prouni (Programa Universidade para Todos), classificado por ele de "idéia genial".

"Quando criamos o Prouni tinha um tipo de gente que fazia discurso assim contra o governo: "ah, estão privatizando a educação", "ah, estão dando dinheiro para universidade particular". Ou seja, os babacas não percebiam que estávamos fazendo uma revolução na educação brasileira", afirmou.

Logo depois, reclamou dos estudantes que protestaram contra a alteração, via Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), que aumenta de 12 para 18 a média de alunos por professor nas universidades federais.

"Aí tinha um tipo de estudante daqueles que vocês sabem, que vai para a reitoria querer bater no reitor. "Ah, 18 alunos é muita gente na sala de aula, 18 alunos vai atrapalhar a educação". O babaca rico que já estudava não queria que o pobre tivesse a chance", disse, evocando o discurso de ricos e pobres, e dizendo que prefere governar para os últimos.

"Eu digo todo dia: governo para todos, não discrimino ninguém. Mas faço como a minha mãe. Se eu tiver um bife, não tem um filho mais bonito que vai comer sozinho não. Todos vão dar uma lambidinha."

Lula fez diversas referências ao próprio passado no discurso. Numa delas, culpou seus antecessores pela violência urbana ao dizer que "a política econômica estabelecida neste país nos últimos 40 anos fez gerar duas gerações de jovens sem oportunidades". Então lembrou ser o oitavo filho de uma família pobre, na qual "ninguém virou bandido, nem nunca roubou um centavo".

Depois, falava da frustração de não ter podido estudar mais - ele não tem curso superior - quando então confidenciou que, se pudesse, teria optado pela economia.

Num momento de preocupação com a inflação e freqüentes críticas de bastidores à atuação do ministro Guido Mantega (Fazenda), ele alfinetou: "Porque economista é uma beleza. Quando economista é oposição, ele tem solução para tudo. Quando ele chega no governo, não tem solução para nada".

O presidente ironizou o desempenho da seleção nas Olimpíadas, ao dizer que "se os jogadores da seleção olímpica tivessem a mesma garra que os estudantes do Prouni, a gente teria agora que disputar medalha no domingo". Alguém da platéia lembrou que o futebol feminino ainda está na disputa.

"Ah, as mulheres são as mulheres... Por isso é que eu sou cada vez mais mulher", aproveitou. Ao seu lado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), tida como o nome do PT para 2010, sorriu. Ao fim do discurso, Lula disse esperar que quem vier depois dele seja melhor. A platéia, formada na maioria por petistas e simpatizantes do governo, interrompeu sua fala aos gritos de "Dilma, Dilma".

Fonte: Folha de SP do dia 21/08/2008

22 agosto 2008

Governo do Molusco: O antro de sindicalistas

    O Brasil ainda não superou o corporativismo retrógrado. Essa semana as centrais sindicais propuseram um aumento da Contribuição Sindical (trata-se de um imposto, mas vai dizer isso para um sindicalista...) esse aumento seria dos atuais um dia de trabalho por ano, para quatro!

    Carlos Lupi, ministro do trabalho e filhote de Brizola, disse _ pretensiosamente imparcial _, que o projeto de acréscimo da usurpação será enviado ao Congresso sem valor definido. Mas se julgarmos pela resposta dada por Paulinho da Força Sindical (Deputado pelo PDT, mesmo partido do ministro Carlos Lupi), a coisa já está resolvida:

“É só enviar que a CUT e a Força conseguem aprovar”.

     O imposto cobrado no contracheque do trabalhador tem como objetivo sustentar uma máfia de sindicalistas que vivem do lobby junto ao Estado marxista; da usurpação dos ganhos do trabalhador; e de chantagens aos empresários. Mas esse é o governo que os sindicalistas pediram a Deus. O trabalhador sem opção, e deslumbrado pela lavagem cerebral de esquerda que os sindicatos fazem, pagará sem pestanejar. 

Lá na Argentina o sindicato dos funcionários da Aerolíneas Argentinas estão dando saltos de alegria. O governo da Cristina comprou a maior parte das ações da falida empresa. Estatizou, e esqueceu de dizer ao povo que quem vai arcar com a dívida de mais de 890 milhões de dólares é ele mesmo. O dinheiro para comprar e para sustentar esse elefante branco sairá dos impostos, ou seja, do bolso do povo argentino. E não me venham com a importância estratégica, pois nesse caso, existem diversas empresas estrangeiras operando no país. O máximo que ocorreria se a empresa fechasse as portas seria as concorrentes ocupando o espaço de mercado dela. 

No direito tem um ditado que diz que quem paga mal, paga duas vezes. No tocante à plebe, vale o de que trabalhador burro, paga várias vezes! 

Ô gente BURRA, viu companheiro !