SAUDAÇÕES

BEM VINDO! BIENVENIDO! BENVENUTO! BIENVENUE! WELCOME! WILLKOMMEN!




TEMÁTICA DO BLOG

NOTÍCIA E OPINIÃO

Este blog trata de assuntos variados. Destacam-se os temas políticos, ideológicos, morais, sociais, e econômicos.

Mostrando postagens com marcador CIÊNCIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CIÊNCIA. Mostrar todas as postagens

26 agosto 2008

Richard Lynn: QI e religiosidade


O pesquisador, Richard Lynn, (professor da Universidade do Uster, na Irlanda do Norte, e Ph.D por Cambridge), publicará uma pesquisa científica defendendo que indivíduos ateus possuem QI superior aos que professam alguma crença. Conhecido por pesquisas que comparam a inteligência entre raças, agora apresenta uma pesquisa onde relaciona inteligência e religiosidade.

A pesquisa foi realizada entre povos diferentes, e entre indivíduos de uma mesma sociedade. No primeiro foram feitas pesquisas em cerca de 137 países, onde ficou constatado que em 23 desses países onde os índices medianos de QI são os mais altos, o número de ateus declarados ultrapassam os índices de 20% do total populacional. Nesta primeira etapa de pesquisa, países com 1,95% da população declarada atéia, os índices médios de QI giram em torno de 64 a 86 pontos. Enquanto em países que registraram quase 17% de ateus, os índices de QI alcançam 87 a 108. Na segunda etapa, foram relacionados jovens norte-americanos, e descobriu-se que, no cruzamento entre religiosidade e desempenho intelectual, os jovens com menor grau de religiosidade apresentavam maior desempenho intelectual nas pesquisas.

Foram constatadas “exceções” ao padrão observado. Por exemplo Cuba, onde apesar de 40% da população se declarar ateu, o índice de pontuação no QI alcança uma média de 85. Teoricamente, com 40% de ateus na população, o índice QI deveria se elevar ainda mais. Entretanto, explica-se pelo ateísmo forçoso da maioria da população pelo regime comunista, e ainda pela não presença na pesquisa da religiosidade velada (aquela na qual o indivíduo não se define como religioso, mas possui uma religiosidade alternativa e subjetiva). O Vietnam, outro país que apresenta discrepância do padrão registrado mundialmente, o ateísmo chega a 81% e a pontuação do QI alcança 94. Fatores da religiosidade velada e da maciça propaganda comunista podem ter criado uma variante artificial neste caso também.

Um ponto de grande discussão é os EUA, onde quase 90% da população afirmam acreditar em Deus, e o QI gira em torno de 98%. Richard Lynn diz não ter uma explicação para o fato. Eu, pessoalmente, arrisco explicar. A mentalidade americana preponderante distancia da de outros países por ter sabido congregar a religiosidade com o pensamento "aberto". Não é difícil ver um empresário capitalista, íntimo de práticas predatórias de mercado, educado nos sistemas educacionais científicos, vê-lo aos domingos orando como um convulsivo numa igreja presbiteriana. Sem contar o fato de boa parte das escolas americanas manterem nos seus quadros educacionais ao mesmo tempo educação religiosa e ciência. Os EUA parecem ter conseguido criar uma mentalidade coletiva onde religião e conhecimento se congrega ao invés de entrarem em embate.

A pressão social parece ser um fator de desvirtuação da pesquisa. Segundo Lynn “(...) nós temos que diferenciar a situação hoje com outros períodos da história. As pessoas tendem a adotar uma atitude de acordo com a sociedade em que vivem. Hoje em dia, na Grã-Bretanha e em outros países europeus, não há tanta pressão da sociedade para que você acredite em Deus”. E parece ser o caso oposto nos EUA, onde a religiosidade americana é forte, mas há um grau ainda maior de amor pelo conhecimento e liberdade científica.

É fácil entender que alguém que teve acesso ao conhecimento rejeite os padrões religiosos. Tenho um amigo que era religioso, vivia buscando explicações no mundo da religião: bíblia, satanismo, etc. Mas depois do contato com a ciência e o mundo do conhecimento se tornou um ateísta convicto. Por outro lado, conheço pessoas extremamente religiosas que demonstram ter grande capacidade cognitiva. Pelo meio, reconheço em pessoas da ciência que mantêm uma distância respeitosa pelo mundo religioso, e vice-versa. Entretanto, reconheço que se trata de exceções os três últimos, enquanto os primeiros seguem um padrão majoritário entre conhecimento e ateísmo.

Sinceramente, a pesquisa é importante, abre um caminho para pesquisas ainda mais apuradas. Mas, convenhamos, não é preciso de tanto. Na vida cotidiana vemos claramente essa relação religiosidade/inteligência. É algo que a observação nos dá de presente. Óbvio que o método científico nos traz uma maior certeza, mas não dá para ignorar fatos tão límpidos que nos chegam todos os dias. E não são somente esses; observem o mundo, seja crítico e lógico, e verá. Que o diga Charles Murray, Noam Chomski, e James Watson. Vide ainda em: Diferenças entre raças.

Para saber mais:

Site pessoal de Richard Lynn: Richard Lynn.

Entrevista à revista Época: Entrevista.

25 agosto 2008

A Ciência e o falsificacionismo

    Entre os diversos estudiosos que buscaram delimitar o que é científico e o que é pseudociência, está Karl Popper. Ele defendia que a condição científica de uma teoria se baseava na sua falseabilidade. Ou seja, se há uma teoria, ela pode ser falseável. O âmbito científico, portanto, seria estabelecida pela característica provisória e mutável. 

   Popper não exclui a metafísica e/ou pseudociência, ele delimita a fronteira da ciência com base no conceito da falseabilidade. Entende ele a importância das pseudociências e do método indutivo na criação ou germinação de novas teorias para o crivo do mundo científico. Mas Popper vai mais além, quando diz que o sentido/razão de teorias tidas como científicas podem ser menos comprováveis do que muitas teorias tidas como pseudociência. Colocando em xeque as teorias que aceitavam um fato ou teoria com base na aceitação de nexos lógicos construtivos simples. Para ele, dois são os fundamentos na averiguação: A crítica lógica e o confronto com os fatos. 

    É interessante observar que Popper não refuta o empirismo. Ele inclui um método de abordagem novo para interagir com o clássico. Em outras palavras, Popper chama a atenção do mundo científico para o método da falseabilidade, fortalecendo o poder de comprovar a aceitabilidade de uma teoria com a conjugação dos métodos de observação/experimentação científica, e a verificação proposta por ele. Trocando ainda mais em miúdos, se construir, busque destruir. Se sobreviver, saiba que poderá ser considerada falsa no futuro. Mas enquanto não é, aceite sabendo que ainda é uma teoria sujeita à falseabilidade. Ele defende que quanto maior a exposição de uma teoria à refutação, maior será sua credibilidade. Entretanto, nenhuma teoria é 100% verdade, mas pode ser aceitável para aquele momento.

    Popper é sabedor da necessidade de conjecturas amplas. Ele entende que quanto maior o número de conjecturas, maior serão os avanços científicos quando a busca por comprovação fizer o seu papel. Mas também defende que as teorias elaboradas por meio do método indutivo, tendem a absorver pré-conceitos e objetivos tendenciosos. E isso vem sendo feito a torto e a direito na ciência. Quantas vezes vemos pesquisas tidas como científicas que são completamente tendenciosas? Definitivamente, especular por meio de teorias necessita mais de comprovações do que de premissas. As comprovações podem ser tendenciosas, mas estarão sempre expostas às novas tentativas de refutação e derrubada; enquanto premissas tendenciosas, acabam gerando dogmas difíceis de serem destruídos. Tanto as conjecturas quanto as refutações são importantes para ciência, e é nessa balança, que deve estar razoavelmente equilibrada, onde se estabelece o método científico.

"O método da ciência é o método de conjecturas audazes e engenhosas, seguidas de tentativas rigorosas de falseá-las”.

Karl Popper.

    Mas não se esqueçam: se é assim, até a falseabilidade de Popper pode ser falsificável!

17 julho 2008

E vocês, os DOGMAS ? ? ?


     Noam Chomsky, conhecido lingüista, dizia que toda língua possui signos lingüísticos para os números, segundo ele, isso seria fruto da natural capacidade dos homens para contar. Pois é, mas esta teoria caiu por terra depois de tantos anos. Pesquisadores que estudaram tribos indígenas remotas do Brasil, descobriram que a língua falada pela tribo Pirahã não possui signos específicos para números. Eles utilizam termos para “muitos”, “poucos”, mas não para “um” ou “vinte”.  Esta tribo já havia sido estudada por outros pesquisadores, que, bitolados pelos dogmas ensinados nas universidades, não conseguiram enxergar os fatos como eles realmente são. É a cegueira que muitas vezes abate a ciência... 

Steven Pinker, pesquisador de Havard disse: 

“Acredito que uma das razões de não termos encontrado outros grupos como este é porque, simplesmente, nos falaram que não era possível".

     É mais um dogma que desaba.

01 maio 2008

AFRODESCENDENTADA NÃO VAI GOSTAR (POR JANER CRISTALDO)


Autor: Janer Cristaldo
Blog: http://cristaldo.blogspot.com/

"Há mais de década tenho me manifestado contra essa prática infame de cotas raciais na universidade, que aliás já começa a invadir inclusive o mercado de trabalho. É herança atrasada do racismo ianque, que chega até nós quando já começa a ser abandonada nos Estados Unidos. Luta de classes morta, luta de raças posta - costumo afirmar. Os eternos apparatchiks, não conseguindo mais opor ricos a pobres, apostam agora em uma luta entre brancos e negros. Para isso, é claro, é preciso extinguir o mulato, essa prova evidente de que no Brasil a miscigenização existe.

Parece que as coisas estão mudando. Um grupo de 113 sedizentes intelectuais lançou recente manifesto, afirmando que "as cotas raciais embutidas no interior de cotas para candidatos de escolas públicas, como aplicadas, entre outras, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), separam os alunos proveniente de famílias com faixas de renda semelhantes em dois grupos “raciais” polares, gerando uma desigualdade “natural” num meio caracterizado pela igualdade social. O seu resultado previsível é oferecer privilégios para candidatos definidos arbitrariamente como “negros” que cursaram escolas públicas de melhor qualidade, em detrimento de seus colegas definidos como “brancos” e de todos os alunos de escolas públicas de pior qualidade".

Antes tarde do que nunca. Mas os 113 sedizentes intelectuais acabaram caíndo em outra armadilha. Pretendem que raças humanas não existem.

"A genética comprovou que as diferenças icônicas das chamadas “raças” humanas são características físicas superficiais, que dependem de parcela ínfima dos 25 mil genes estimados do genoma humano. A cor da pele, uma adaptação evolutiva aos níveis de radiação ultravioleta vigentes em diferentes áreas do mundo, é expressa em menos de 10 genes! Nas palavras do geneticista Sérgio Pena: “O fato assim cientificamente comprovado da inexistência das ‘raças’ deve ser absorvido pela sociedade e incorporado às suas convicções e atitudes morais. Uma postura coerente e desejável seria a construção de uma sociedade desracializada, na qual a singularidade do indivíduo seja valorizada e celebrada. Temos de assimilar a noção de que a única divisão biologicamente coerente da espécie humana é em bilhões de indivíduos, e não em um punhado de ‘raças’.”

Ou seja, em todos os demais seres existem raças. Temos raças de cachorros, de bois, de ovelhas, de cavalos, de galinhas, de dinossauros, de lagartos, enfim, onde há vida há raça. Só não há quando surge o ser humano. Vai ver que é intervenção divina.

Só tem um problema. Agora que ser negro dá lucro, a afrodescendentada não vai gostar dessa ídéia de que raças não existem".

01 abril 2008

Entre o Bonobo e o Chimpanzé: Qual você é?



Dois relatos:

· “O passarinho tinha se esborrachado contra a parede de vidro da jaula e caído no chão. Kuni, uma fêmea de bonobo ou chimpanzé-pigmeu (Pan paniscus), caminhou até a ave com uma expressão preocupada e tentou colocá-la de pé. Nada. Pegou o pássaro com delicadeza, subiu até a árvore mais alta de seu recinto envidraçado e abriu suas asas com os dedos, com cuidado para não machucá-lo. Lançou a ave pelo ar feito um aviãozinho de papel, mas ela voltou a aterrissar dentro da jaula. Kuni se aproximou do passarinho de novo e montou guarda do lado dele o dia todo, evitando que outros macacos curiosos o tocassem. No fim do dia, ele finalmente conseguiu sair voando”.

· “O grupo cercou as três árvores onde se concentravam os outros primatas. Aguardaram e aos poucos se aproximavam, fechando o cerco. O desespero se abateu sobre a caça. E menos de um minuto o ataque estava feito. Dois chimpanzés rasgavam a carne de um espécime e saboreavam o produto do ataque”.

Uma questão que muitos já fizeram e outros tantos ainda fazem é: “Por que o homem é assim?”. Pesquisadores que estudam chimpanzés e bonobos (sub-espécie dos chimpanzés, e praticamente iguais geneticamente), que compartilham 98,6% do código genético com nós, seres humanos, descobriram que os dois grupos de primatas possuem comportamentos diversos, mas que tais comportamentos díspares se convergem na maneira como o ser humano age.
Por um lado temos os chimpanzés, formam grupos menores, patriarcais, violentos, giram em torno do poder. São mais fortes, robustos, vivem brigando com grupos visinhos, são egoístas, caçam e coletam para sobreviverem. Não hesitam em matar um oponente para garantir fêmeas, comida ou a hierarquia rígida. E eles preferem o sexo com fêmeas mais velhas, e vez ou outra, são carnívoros.
Por outro lado, vemos os bonobos, que formam comunidades maiores, matriarcais, são pacíficos, raramente apresentando comportamento violento. Fazem elos emocionais e sociais por meio do sexo, demonstrando respeito e hospitalidade com grupos vizinhos e não há uma hierarquia rígida. São mais delgados e têm o cabelo repartido no meio; vivem da coleta de alimentos e não têm problema algum em fazer sexo com jovens (entre nós isso se chama pedofilia).
Enquanto os primeiros desenvolveram em ambientes com falta de alimentos, e essa escassez produziu um ambiente estimulante para que os mais fortes sobrevivessem, de forma a criarem mais músculos e um comportamento moral bem próximo ao do lado egoísta, violento e possessivo do ser humano. Os segundos evoluíram em um ambiente de fartura alimentar, promovendo uma sociedade mais pacífica, onde a diplomacia do sexo prevaleceu, se aproximando dos seres humanos nos sentimentos de amor, ajuda a enfermos e desprovidos.
Os cientistas acreditam que as três espécies que evoluíram de um elo comum, tenham também algumas bases comuns. Eles afirmam que o amor materno, a cooperação social, que em alguns é desinteressado e em outros por interesse; a empatia, a política, a formação de amizades e grupos para sobreviverem, são características comuns a bonobos, chimpanzés e seres humanos, e provavelmente nasceu nesse ancestral comum. Com vista nesse ancestral comum, teria cada grupo desenvolvido seu modo de agir com grande influência do ambiente. Os bonobos com fartura de alimentos criaram sua sociedade pacífica; os chimpanzés em um ambiente de alimento escasso criaram uma sociedade violenta; e por último o ser humano, que viveu épocas de abundância e escassez, e, por isso, os cientistas nos define como sendo um “primata bipolar”, com características de bonobos e chimpanzés.
Muitas são as características que os cientistas descobriram, e que colocam mais semelhanças no modo de agir dos grandes primatas, destaco a transmissão de cultura, a criação de ferramentas e até o altruísmo que em cada espécie tem um grau diverso. É óbvio que o grau de desenvolvimento desses talentos encontrou seu ápice no ser humano, mas a presença dessas características nos primatas, nos dá uma visão retrospectiva que facilita a compreensão de quem somos, e, porque somos assim.Essa descoberta do homem como “primata bipolar”, explica porque variamos de um comportamento a outro de acordo com as circunstâncias. Buscamos a fidelidade das fêmeas e essas a proteção financeira para ela e a prole, quando somos chimpanzés; e procuramos as amizades com muitas mulheres, promovendo uma poligamia, como grupos religiosos e outros, de forma a todos ajudarem a criar a prole, quando nos aproximamos dos bonobos. Os cristãos estão tão próximos aos bonobos, que poderia dizer que o bonobo é o cristão dos primatas, ou ainda que o comunismo muito bem se adaptaria a sociedade dos bonobos e não na dos chimpanzés. Enquanto os chimpanzés são os generais ou capitalistas do mundo moderno, e os tempos beligerantes são o ambiente natural dessa espécie.

11 dezembro 2007

ESTUDO CIENTÍFICO DEMONSTRA QUE O SER HUMANO ESTÁ SE DIFERENCIANDO

FONTE:  O Globo de 11/12/2007 

Por: Roberta Jansen

RIO - Estudo divulgado na segunda-feira por um grupo de antropólogos biológicos das universidades americanas de Utah e Wisconsin-Madison sustenta que os seres humanos estão evoluindo num ritmo 100 vezes mais acelerado do que o natural e que tal tendência estaria impondo uma diferença genética significativa entre continentes. Especialistas temem que, ao reforçar o conceito de diversificação genética por região, a pesquisa embase teorias racistas.

Publicado na prestigiada "Proceedings of the National Academy of Sciences", o estudo estima que nos últimos 5 mil anos a seleção natural ocorreu 100 vezes mais depressa do que em qualquer outro período. Segundo os pesquisadores, a maioria dos novos ajustes genéticos incorporados nesse período estaria relacionada a alterações na dieta (por conta do advento da agricultura) e à resistência crescente a doenças epidêmicas (que se tornaram devastadoras com o crescimento das civilizações).

A evolução é tão acelerada, sustentam os antropólogos, que o homem atual seria geneticamente mais diferente dos seres humanos de cinco mil anos atrás do que estes em relação aos neandertais, de uma espécie distinta. Tal velocidade seria imposta pelo aumento da população de alguns poucos milhões para bilhões nos últimos dez mil anos.

- Tivemos que nos adaptar a novos ambientes - afirmou o coordenador do estudo, Henry Harpending, da Universidade de Utah. - E com uma população cada vez maior, mais mutações ocorreram.

No ponto mais polêmico, os especialistas sustentam que, por conta dessas mutações adaptativas, os seres humanos estão se diferenciando cada vez mais. As teorias mais aceitas atualmente indicam o oposto.

- As raças humanas estão evoluindo de forma separada - disse Harpending, evocando o conceito que para muitos geneticistas está superado. - Os genes estão evoluindo rapidamente na Europa, na Ásia e na África, mas a maioria (dessas mudanças) é exclusiva de cada continente de origem. Estamos ficando menos parecidos e não nos fundindo numa Humanidade única, misturada.

01 dezembro 2007

NOBEL DEFENDE SUPERIORIDADE DOS BRANCOS



Africano é menos inteligente, diz Nobel

RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo

Uma entrevista do biólogo James Watson, 79, com declarações racistas anteontem a um jornal britânico atraiu uma enxurrada de críticas de cientistas, sociólogos, políticos e ativistas de direitos humanos. Watson, ganhador do Prêmio Nobel por ter descoberto a estrutura do DNA juntamente com Francis Crick, em 1953, afirmou ao jornal britânico "The Sunday Times" que africanos são menos inteligentes do que ocidentais e, em razão disso, se declarou pessimista em relação ao futuro da África. Africanos são menos inteligentes, segundo disse o Nobel James Watson, de 79 anos "Todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles [dos negros] é igual à nossa, apesar de todos os testes dizerem que não", afirmou o cientista. "Pessoas que já lidaram com empregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] seja verdade." A declaração verbal foi apenas um jeito um pouco menos delicado de expor o que ele já havia escrito em seu recém-lançado livro "Avoid Boring People" (Evite Pessoas Chatas): "Não há razão firme para crer que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas evoluam de maneira idêntica. Nosso desejo de considerar poderes iguais de raciocínio como uma herança universal da humanidade não vai se prestar a isso." Pessoas que apontaram erros na declaração de Watson afirmam que a reação ao cientista precisa ser contundente. O cientista chegou ontem a Londres para divulgar seu livro, e já foi recebido com críticas -teve uma palestra cancelada no Museu de Ciência de Londres. "Isso é Watson no nível mais escandaloso", disse Steven Rose, fundador da Sociedade para Responsabilidade Social em Ciência do Reino Unido. "Ele já havia dito coisa parecida sobre mulheres, mas eu nunca o ouvira entrar no terreno do racismo. Se ele conhecesse literatura sobre o assunto, saberia que está totalmente enganado cientificamente, além de socialmente e politicamente.

Dono de opiniões polêmicas, Watson ganhou o apelido de "Honest Jim". Em seu livro "Genes, Girls and Gamow", Watson se declarou favorável a um tratamento genético para deixar mulheres feias mais bonitas. Em outra ocasião, defendeu o direito ao aborto, se as grávidas pudessem saber se a criança nasceria homossexual.Entre os cientistas que reagiram de maneira mais dura contra Watson estão os próprios geneticistas. "Definitivamente, isso não faz sentido nenhum e é totalmente estapafúrdio", disse à Folha Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais. "É uma falácia de autoridade. Ele não é especialista no estudo de evolução de populações humanas. Ele estuda biologia molecular pura." Pena, cujo trabalho sobre populações brasileiras contribuiu em grande medida para derrubar o conceito biológico de raças humanas, afirma que a maioria das pessoas "não vai levar Watson a sério", mas que ele pode "inflamar os ânimos" daqueles que já são racistas. Sobre a situação da África, Pena diz que nem sequer é uma questão de inteligência. "O Watson confunde uma situação histórica e social da África com uma situação biológica", disse. "O que acontece é que os africanos foram vítimas de uma colonização brutal por parte dos europeus." Com "The Independent"

CIENTISTA POLITICO DEFENDE NOBEL



Nobel acusado de racismo está correto, diz cientista político


PublicidadeSÉRGIO DÁVILA da Folha de S.Paulo, em Washington
Antes de James Watson, o Prêmio Nobel de 79 anos caído em desgraça depois de fazer comentários racistas, houve Charles Murray. Embora seja mais novo que o co-descobridor da estrutura do DNA, o cientista político norte-americano sessentão sofreu o mesmo tipo de crítica ao lançar "The Bell Curve" (A Curva do Sino, Free Press, 1994). No livro, que escreveu com o psicólogo e professor de Harvard Richard Herrnstein (1930-1994), Murray defendia basicamente que a inteligência é o fator mais importante no sucesso das pessoas. Mas o barulho veio do que ambos escreveram em dois capítulos, que testes de QI (quoficiente de inteligência) apontavam que há diferenças entre raças, com brancos se saindo em média melhor do que negros. Defensor da eugenia foi o adjetivo mais brando que ouviu então. Um telejornal chegou a colocar sua foto ao lado da de Hitler. Para comentar o caso de Watson, a Folha foi ouvir Murray, hoje um dos acadêmicos do conservador American Entreprise Institute, em Washington. Na longa entrevista por telefone, ele concorda com o ponto central do argumento do Nobel, defende a superioridade intelectual dos judeus e diz que a ação afirmativa será "uma desgraça" para o Brasil. A polêmica continua. * FOLHA - Para começar, o sr. concorda com o que James Watson disse sobre os negros? CHARLES MURRAY - Com o quê, exatamente? FOLHA - Ele disse que era pessimista com o futuro da África pois "todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles [negros] é igual à nossa, apesar de todos os testes dizerem que não".

MURRAY - Concordo. Não há discussão sobre o que os testes de inteligência dizem. Existem dados vindos de muitos países africanos e de diversos testes, inclusive alguns sem perguntas culturais, e estudos feitos por psicólogos negros, não são só pessoas brancas. E os resultados são muito confiáveis: ao longo dos países da África Sub-Sahariana, são extremamente baixos. Pode-se discutir é o que isso significa, mas os números são realmente baixos. FOLHA - Ele disse que "pessoas que já lidaram com empregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] seja verdade" e que "há muitas pessoas de cor muito talentosas, mas não os promova quando eles não tiverem sido bem-sucedidos nos níveis mais baixos". MURRAY - Trabalho com empregados negros maravilhosos, e esse não é o tipo de prova que faça eu me preocupar com as diferenças de habilidade intelectual entre negros e brancos. Foi uma frase injusta da parte dele. Mas concordo com a segunda parte. Que você não promova pessoas só porque eles são membros de um grupo em desvantagem, o que é um problema nos EUA. Nós temos leis de ação afirmativa, que dá incentivos a empregadores para dar tratamentos especiais e favoráveis para negros. É uma política terrível. Para todos: para os negros, para os brancos, e pior ainda para as relações entre negros e brancos. FOLHA - Ele disse que "não há uma boa razão para crer que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas evoluam de maneira idêntica". MURRAY - Absolutamente correto. Os seres humanos evoluem diferentemente de todo tipo de maneira em partes diferentes do mundo. A ciência atual está ao lado de Watson. Costumava-se dizer que os seres humanos eram tão parecidos geneticamente, com 99,6% de genes idênticos, que não poderia haver diferenças importantes. Ouvíamos frases como "Não houve tempo suficiente desde que os humanos deixaram a África para que tenham se desenvolvido diferentemente".

Pois a ciência está nos dizendo claramente nos últimos anos que, ainda que o ser humano tenha a mesma imensa maioria de genes, aquele número comparativamente pequeno que difere pode produzir diferenças muito grandes entre grupos. Quanto à probabilidade de ter certas doenças, por exemplo, como a Doença de Tay-Sachs nos judeus ou a anemia falciforme nos negros. Certamente afeta a aparência física e não há razão para pensar que não tenha havido pressões evolucionárias diferentes em relação à habilidade intelectual. Não sabemos ainda se é verdade, mas certamente não há nenhuma razão para pensar que não é verdade. FOLHA - Como o sr. sabe, ele foi chamado de racista e teve de se aposentar. O sr. sofreu acusação semelhante. MURRAY - O erro de Watson foi falar informalmente com um repórter sobre essas questões. O primeiro artigo que ele escreveu, que causou tanto problema, não tinha algumas das frases que você me leu. Elas vieram de uma entrevista posterior. Você vê a diferença entre o que foi escrito para o artigo, cuidadoso, preciso e acurado. Ele disse coisas na entrevista, como aquilo sobre empregados negros, que não deveria ter falado, cometeu um grande erro. Dito isso, a reação do Museu de Ciências de Londres, que cancelou sua conferência, e do Laboratório Cold Spring Harbor, que o demitiu, são uma desgraça. FOLHA - Desgraça? MURRAY - Afinal, o homem está discutindo uma questão intelectual polêmica. É isso o que a ciência deve fazer. Dizer que você não pode lidar com isso e que há algumas coisas que estão fora da jurisdição é simplesmente ridículo! Especialmente quando essa questão específica tem um corpo muito sério de estudos científicos conduzidos. Eles não nos dão todas as respostas, mas tornam a questão extremamente legítima.

FOLHA - O sr. compara a reação a Watson agora à que o sr. teve 13 anos atrás? MURRAY - Bem, as coisas ficaram realmente complicadas depois que lançamos "The Bell Curve". As resenhas, na maioria das vezes, interpretavam nossa posição de maneira completamente errada, fomos chamados de racistas, intolerantes, programas noticiosos falavam do livro com a fotografia de Hitler e de "Mein Kampf" lado a lado. Foi muito desagradável. Mas havia uma diferença: eu era empregado pelo American Entreprise Institute, que realmente acredita em diálogo intelectual livre. Não há nada em "The Bell Curve" que beneficie meu empregador, pelo contrário. Inteligência não tem nada a ver com o tipo de pesquisa de política pública que a maioria das pessoas onde trabalho faz. Mas o instituto me amparou sem piscar, sem ficar na defensiva. É uma grande ironia: ao trabalhar num "think tank" que muitos acreditam ser politizado eu tenho muito mais liberdade intelectual nos EUA hoje do que se fosse de Harvard ou Stanford ou em qualquer outra grande universidade ou mesmo na Cold Spring Harbor. Esses lugares bloquearam seu desejo de encorajar diálogo intelectual livre. FOLHA - No livro de 1994, o sr. argumentava que aqueles com alta inteligência, que batizou de "elite cognitiva", estavam se descolando da população em geral, e que aquela era uma tendência social perigosa. Mais de uma década depois, o que aconteceu? MURRAY - Parece que os próximos 15 anos foram especialmente planejados para provar que estávamos certos. Todas as tendências de isolamento aumentaram. Toda vez que você lê uma reportagem sobre o aumento da desigualdade econômica, por exemplo, pergunte-se por quê e se lembre da tese de "The Bell Curve": são os cérebros! Não só educação, mas cérebros estão se tornando cada vez mais valiosos no mercado de trabalho.

Veja o que aconteceu com a internet e a rapidez com que surgiram milhares de pessoas muito ricas. E qual era a base de sua riqueza? Suas habilidades intelectuais, que o capacitaram a operar nesse ambiente extremamente intelectual chamado ciência de computação. Veja o aumento da competição baseada em habilidades intelectuais por vagas em Harvard, Princeton, Stanford. Você pode fazer uma longa lista de desenvolvimentos desde 1994 e todos apontarão para uma estratificação cognitiva maior, assim como uma separação e isolamento maiores. É preocupante. FOLHA - O sr. acaba de escrever um texto em que defende que judeus são mais inteligentes que o resto, que têm QI maior. Isso não é racismo ao contrário? MURRAY - [Risos] A questão de por que os judeus têm uma inteligência média maior do que as outras pessoas é fascinante e ainda não muito clara, mas a explicação principal tem de ser genética. Digo "tem de ser" porque há muitas provas circunstanciais. Por exemplo: há muitas doenças que afetam mais judeus do que não-judeus, especificamente os asquenazes. Essas doenças são também associadas a formas de desenvolvimentos neurológicos que são compatíveis com maior capacidade do cérebro. Não é definitivo, mas há uma tese muito plausível segundo a qual as mesmas mudanças genéticas que criam esses problemas nos judeus também ajudam a aumentar seu QI. Outra explicação deve ser considerada: a religião é muito exigente intelectualmente. Você tem de saber ler textos complicados, dominar o Torá e o Talmude, ambos muito difíceis, e ser capaz de ler em público, se você é do sexo masculino. Tudo isso significa que ser judeu é difícil. Com o passar dos séculos, pessoas intelectualmente incapazes de fazer isso devem ter acabado deixando a fé. Tenho de enfatizar que não sabemos com certeza, são só hipóteses interessantes.

FOLHA - Seu outro texto recente defende o fim dos SATs [testes que supostamente medem o conhecimento do aluno e cuja pontuação determina o ingresso em universidades norte-americanas]. Por quê? MURRAY - O problema não é o teste em si. Com o passar do tempo e com a estratificação cognitiva, o resultado é que mais e mais estudantes que têm os melhores resultados nos SATs vêm de famílias de classe média alta. Não é porque eles fazem cursinho, é porque são filhos de pais mais inteligentes _que por isso chegaram à classe média alta. E eles passaram a seus filhos suas próprias habilidades intelectuais e também deram um bom ambiente para desenvolvimento. Então, há cada vez menos lugar para as pessoas das partes mais baixas da sociedade, economicamente falando, que são esses diamantes em estado bruto, que só precisam de uma chance para mostrar seu talento. Não quero exagerar: ainda há muita criança realmente inteligente vinda de lares operários nos EUA, mas não tanto quanto antes, e isso é resultado de três gerações de meritocracia sendo muito eficientes. FOLHA - Debate-se no Brasil agora os prós e contras da ação afirmativa. Qual sua posição? MURRAY - Primeiro, deixe-me dizer que não conheço nem estive no Brasil. Mas a reputação do país é a de que as relações entre pessoas de diferentes etnias sempre foi boa. Vocês se apresentam como um país que não é obcecado com a questão negros versus brancos, como são os EUA. Se isso é verdade, a ação afirmativa é a melhor maneira possível para destruir essa vantagem. Se vocês querem garantir que os brasileiros comecem a se odiar, odiar talvez seja uma palavra muito forte, mas estranhar um ao outro como nunca antes aconteceu, criar divisões, então a melhor receita é implantar a ação afirmativa. Funciona maravilhosamente para criar ressentimento. Se você tenta ajudar os negros, os brancos vão dizer: "Espere, se eu tenho a mesma habilidade e um processo seletivo justo, porque alguém deve ter vantagem em relação a mim por conta da cor de sua pele?."

Ao mesmo tempo, prejudica as pessoas que estão supostamente sendo ajudadas, no caso os negros. Toda vez que eles vão trabalhar, por exemplo, todas as pessoas brancas daquele escritório presumirão que eles conseguiram o emprego porque são negros. A presunção é: provavelmente essa pessoa não é tão capaz quanto nós porque conseguiu esse emprego por ação afirmativa. É uma idéia terrível! Sei pouco sobre o Brasil, mas sei muito sobre os EUA e a ação afirmativa em outros países. Eu imploro aos brasileiros: não façam isso. FOLHA - Uma última provocação: voltando ao começo da entrevista, o sr. diria que o judeu Paul Wolfowitz [ex-presidente do Banco Mundial, um dos arquitetos da Guerra do Iraque] e o negro Nelson Mandela são exceções que explicam sua regra? MURRAY - [Risos] Wolfowitz é incrivelmente inteligente. Não se deve tirar conclusões sobre sua capacidade baseado só nos problemas no Iraque. Ele não gerencia bem, o que a experiência no Banco Mundial deve ter mostrado a ele próprio. Ser um bom gerente exige outros talentos além de QI alto. Então ele não é a exceção que prova a regra. Já Nelson Mandela, extremamente capacitado intelectualmente, certamente prova a regra que você não deve julgar baseado em raça. Se ele estiver sentando em frente a você, você não vai se preocupar no QI médio dos negros, você vai pensar em Nelson Mandela. Mas seu maior talento, mesmo ele sendo muito inteligente, é liderança, integridade e coragem. Habilidade intelectual é importante, não há dúvida, não deveríamos tentar negar. Mas é essa teia complicada de habilidades que faz pessoas bem-sucedidas profissional e pessoalmente.

PARA SABER MAIS, VEJA OS VÍDEOS COMPLETOS DE DUAS ENTREVISTAS DADAS POR ELE:

Entrevista 1:http://br.youtube.com/watch?v=igp-jwL_4ds OBS: SÃO 18 PARTES.

13 novembro 2007

Diferenças entre raças

Diferenças entre as raças se mostram reais através de crescentes evidências científicas.

Pelo Dr. J. Philippe Rushton

Pelos últimos 20 anos minha pesquisa tem se focalizado nas diferenças entre as três maiores raças, comumente designadas como oriental, (leste-asiáticos/mongolóides), brancos (europeus/caucasianos) e negros (africanos/negróides). Resumidamente falando, orientais são aqueles que têm a maioria de seus ancestrais no leste da Ásia. Brancos são aqueles que têm a maioria de seus ancestrais na Europa. E negros são aqueles que têm a maioria de seus ancestrais na África sub-saariana. No meio destes, eu não citei os muitos outros grupos e subgrupos. O que eu encontrei foi que em tamanho cerebral, inteligência, temperamento, comportamento sexual, fertilidade, taxa decrescimento, longevidade, crime e estabilidade familiar, orientais acham-se em uma ponta do espectro, negros na outra ponta, e brancos acham-se aproximadamente no meio. Em média, orientais demoram mais para amadurecer, são menos férteis e menos ativos sexualmente, e têm cérebros maiores e maiores resultados em QI. Negros estão na extremidade oposta em cada uma dessas áreas. Brancos se acham no meio, freqüentemente próximos dos orientais. É claro, cada uma dessas diferenças raciais triplas são médias. Indivíduos são indivíduos. No entanto, eu descobri que este padrão tríplice é verdadeiro através do tempo e através das nações. O fato de que o mesmo padrão racial triplo ocorre repetidamente em mais de 60 variáveis biológicas e comportamentais diferentes é profundamente interessante e mostra que raça é mais do que "apenas cor de pele". Os dados internacionais vêm da Organização Mundial de Saúde, da ONUe da Interpol. Recentemente, eu até mesmo viajei para a África do Sul para coletar novos dados sobre QI. Vamos começar com as diferenças raciais nos esportes, que é algo que praticamente todos observam. No recente livro de Jon Entine, "Tabu: Por que atletas negros dominam os esportes e nós receamos falar sobre isso", cita o velho clichê de que "os brancos não podem pular" (e o mais recente de que orientais pulam menos ainda). Entine mostra que nos esportes, negros e negras têm uma vantagem genética. Comparado com brancos, negros tem quadris mais estreitos, ombros mais largos, menos gordura corporal e mais massa muscular.Negros também têm de 3% a 19% mais do hormônio sexual testosterona do que brancos ou orientais. Isto se traduz em mais energia explosiva, que dá a negros a dianteira em esportes tais como boxe, basquete, futebol americano e corrida. Por que é tabu dizer que negros em média são melhores nos esportes? Porque a próxima questão é, "por que brancos e leste-asiáticos tem quadris maiores - proporcionais ao seu tamanho corporal - do que negros, e portanto isso lhes torna maus corredores?" A resposta é que eles dão à luz a bebês com cérebros maiores. Durante a evolução, à medida que o tamanho da cabeça das novas gerações aumentou, as mulheres tiveram que ter quadris maiores. Os hormônios que deram aos negros a dianteira nos esportes também os fazem mais masculinos em geral. Eles são mais fisicamente ativos na escola, e isto lhes coloca mais em encrencas e problemas, e até os leva a serem diagnosticados como hiperativos. Diferenças raciais aparecem cedo na vida. Bebês negros nascem uma semana mais cedo do que bebês brancos, e eles amadurecem mais rápido, como confirmado com medições de desenvolvimento ósseo. Aos 5 ou 6 anos, crianças negras já superam as outras em corrida curta, em salto à distância e salto em altura, todas as atividades as quais requerem uma curta explosão de energia. Aos dez anos, negros têm reflexos mais rápidos, como demonstrado no famoso teste da martelada no joelho. Os fatores biológicos determinantes nas diferenças raciais nos esportes têm conseqüências no desempenho educacional, crime e comportamento sexual. Em testes padronizados de QI, centenas de estudos mostram esse padrão tríplice. A maioria dos testes de QI tem uma média de resultado de 100, com uma faixa "normal" de 85 a 115. Brancos atingem uma média de 100 a 103. Orientais na Ásia e nos Estados Unidos tendem a ter uma média superior, de 106, apesar de que os testes de QI foram feitos para a cultura Europeu-Americana. Negros nos Estados Unidos, no Caribe, na Inglaterra e na África têm médias de QI inferiores - cerca de 85. As mais baixas médias de QI são encontradas com os Africanos sub-saarianos - entre 70 e 75.A relação entre tamanho cerebral e inteligência tem sido mostrada por dúzias de estudos, incluindo as mais modernas imagens e mapeamentos por ressonância magnética. Brancos têm em média uma grande diferença de 5 polegadas cúbicas a mais que negros. Desde que uma polegada cúbica de massa cerebral contém milhões de células cerebrais e centenas de milhões de conexões nervosas, diferenças em tamanho cerebral ajudam a explicar o porquê as raças diferem em QI. Negros, são 12% da população dos Estados Unidos, mas representam mais de 50% da população penitenciária.O padrão racial de crime nos Estados Unidos não é devido à condições locais tais como "racismo branco". O mesmo padrão é achado no mundo todo. Os registros e arquivos da Interpol mostram que a taxa de crimes violentos (assassinato, estupro, e agressão violenta) é três vezes menor em países do leste asiático e do pacífico do que nos países africanos e do Caribe. Brancos nos países europeus estão aproximadamente na média. As taxas de crimes violentos da Interpol em 1996 foram: países do Leste-Asiático, 35 por 100.000 pessoas; Países europeus, 42 por 100.000 pessoas; e países africanos e caribenhos, 149 por 100.000. Orientais são os menos ativos sexualmente, seja medindo pela idade do primeiro contato sexual, freqüência ou número de parceiros sexuais. Negros são os mais ativos desses três. Mais uma vez, brancos se acham no meio. Estas diferenças em atividade sexual afetam a taxa de doenças sexualmente transmissíveis. Nos Estados Unidos hoje, 2% dos negros entre 15 e 49 anos estão vivendo com o vírus HIV/AIDS, enquanto que apenas 0,05% dos asiáticos e o menor índice é de 0,4% dos brancos, de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de doenças dos EUA. Outros dados deixam claro que as diferenças raciais em sexualidade são biológicas em natureza. Por exemplo, as raças também diferem em taxas de ovulação. Nem sempre as mulheres produzem um óvulo durante o ciclo menstrual. Quando dois ou mais óvulos são produzidos ao mesmo tempo, gravidez e probabilidade de produzir gêmeos de dois óvulos são mais freqüentes. O número de gêmeos nascidos é de 16 para cada 1000 nascimentos para negros, 8 para cada 1000 nascimentos para brancos, e 4 ou menos para orientais. Por que os brancos se localizam entre orientais e negros em tantas áreas? Nenhuma teoria puramente cultural pode explicar esse padrão consistente. Teorias genéticas e evolucionárias são necessárias. Os genes desempenham uma grande parte nas habilidades atléticas, tamanho do cérebro, QI e personalidade. Estudos de adoções trans-raciais, onde as crianças de uma raça são adotadas e criadas por pais de uma raça diferente, fornecem algumas das evidências mais fortes. Crianças orientais, mesmo se mal-nutridas antes de serem adotadas por pais brancos, acabam atingindo QIs acima da média branca. Crianças negras adotadas em famílias brancas de classe média acabam com QIs abaixo da média branca. Esses padrões raciais fazem o que é chamado "história da vida" ou "estratégia reprodutiva". Essas características desenvolveram-se e evoluíram para encarar os desafios da vida - sobrevivência, crescimento e reprodução. Diferenças raciais fazem sentido em termos de evolução humana. Os humanos modernos evoluíram da África cerca de 200.000 anos atrás. Africanos e não-africanos se separaram há cerca de 110.000 anos. Orientais e brancos se separaram há cerca de 40.000 anos atrás. A medida que os povos do norte saíram da África, a evolução selecionou os cérebros maiores, taxas de crescimento menores, maior longevidade, menores níveis de hormônios, menor potência sexual, menor agressão e menor impulsividade. Planejamento futuro, autocontrole e obediência às regras são manifestações culturais destas estratégias evolucionárias geneticamente baseadas. Sobrevivência em ambientes frios requeria inteligência maior e cérebros maiores. Os quadris das mulheres brancas e leste-asiáticas desenvolveram-se para permiti-las darem a luz à bebês com cérebros maiores. Quais são as implicações desta pesquisa? Uma é a de que nós devemos parar de culpar o racismo branco por todos os problemas da sociedade. Se negros são bons em certos esportes e orientais vão melhor nas escolas, não pode ser porque cada grupo está tentando "superar o preconceito da sociedade branca", porque cada um desses grupos mostra o mesmo padrão de forças e fraquezas em seus países de origem. Algumas vezes é dito por aqueles que argumentam que raça é apenas uma construção social de que o projeto genoma mostra que, porque os humanos compartilham cerca de 99% de seus genes, não há raças. Isto é ridículo! Genes humanos são 98% similares aos dos chimpanzé e 90% similares aos dos ratos para experiências, razão pela qual estas espécies são bons animais para laboratório. Mas ninguém argumenta de que ratos, chimpanzés e humanos são praticamente os mesmos! Isto iria ser risível. Da mesma forma, apesar de que homens e mulheres são geneticamente 99% iguais, é tolice acreditar que sexo é apenas uma "construção social". Muita confusão surge porque há vários conjuntos de medidas genéticas. Uma história muito mais realista vêm da observação dos 3,1 bilhões de pares de bases que formam os 30.000 genes. Pessoas diferem em um de cada 1000 desses pares de bases. Cada mudança em um par de bases pode alterar um gene. Tecnicamente, diferenças de pares de bases são chamadas polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) . O número de 99% é baseado em seqüências de DNA que não diferem entre pessoas ou sequer entre a maioria dos mamíferos. Estes números podem dar a impressão de que grupos humanos e chimpanzés são quase idênticos porque estes genes codificam órgãos internos similares, olhos, mãos e por aí vai. Apesar de que humanos e ratos pareçam muito diferentes, qualquer estudante de anatomia pode lhe dizer que até mesmo suas estruturas ósseas internas são muito similares. A edição de 23 de fevereiro de 2001 da revista Science relatou que 2,8 milhões de SNPs já tinham sido vendidas pela Celera Genomics para cientistas tentando decifrar o código do comportamento humano. Diferenças em pares de bases são importantes e SNPs aparecem em blocos juntos nas raças. Apenas uma mudança no par de bases para a hemoglobina, por exemplo, causa a anemia falciforme, da qual tantos negros sofrem. Outras diferenças em pares de bases afetam o QI, agressividade, e doenças mentais. Os 3.1 bilhões de pares de bases fornecem amplo espaço para enormes diferenças raciais. Se raças não existissem, nós não acharíamos os mesmos padrões raciais ao redor do mundo e através do tempo. A evidência científica mostra que o mantra "politicamente correto" de que raça "é apenas a cor da pele" é um caso de profunda negação da realidade. Sobre o autor: Rushton é professor de psicologia na Universidade de Western Ontário no Canadá e é o autor de Raça, Evolução e Comportamento e mais de 200 artigos científicos.

Rushton é professor de psicologia na Universidade de Western Ontariono Canadá e é o autor de Raça, Evolução e Comportamento e mais de200 artigos científicos.