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TEMÁTICA DO BLOG

NOTÍCIA E OPINIÃO

Este blog trata de assuntos variados. Destacam-se os temas políticos, ideológicos, morais, sociais, e econômicos.

17 abril 2008

CRÔNICAS DA GUERRA VIVA N° 7: "ABRIL VERMELHO"



O grupo terrorista, auto-intitulado de MST, entrou em ação novamente. Foram invasões a propriedades privadas; em repartições públicas, bancos, hidrelétricas, bloqueio de rodovias e ferrovias, além de manifestações. Essas ações de terrorismo de esquerda travestido de manifestação popular por razões sociais, foram bem planejadas. Abrangeram nada menos que 15 Estados e no Distrito Federal !!!!  Foram atingidos pela atividade terrorista os seguintes Estados da federação: Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Roraima, Pernambuco, Maranhão, Ceará, Sergipe, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, e o DF.

O chamado “ABRIL VERMELHO”, foi uma mobilização geral feita pelo grupo terrorista para relembrar o massacre de Carajás. Imagino que não tenham mobilizado todos seus membros, mas se o fizerem, mais estragos fariam. Cedo ou tarde, esse grupo e outros análogos, pegarão em armas, e ai a coisa vai ficar feia “Com-pa-nhe-iro”.

Conversando com a minha noiva ela me contou uma pequena crônica do dia. Disse ela:

_ Só a vó e o vô mesmo! Deu no jornal hoje que os sem terra invadiram os postos de pedágio do Paraná. E eles voltavam para a praia, pela rodovia, de Curitiba para o litoral. E naquela confusão que eles (o MST) faziam, o pedágio ficou liberado para quem quisesse passar, daí eles não pagaram nada. Mas ao passar, a vó ficou com medo que eles pudessem implicar, e comprou um boné que os militantes (entenda-se terroristas), vendiam. Ela falou assim: "vai que a gente nao compra as coisas, daí eles implicam que dinheiro pro pedágio a gente tinha, então falei pro teu avô comprar um boné". Imagina se atacam os dois velhinhos, coitados?! É covardia, mas vai q fazem...”


Fico só imaginando a cena: Aqueles sem o que fazer com blusas e bandeiras vermelhas, enxadas, foices, e pás; gritando palavras de ordem, expulsando e sentando no lugar dos cobradores de pedágio, e vendendo souvenir. Mas também vem à minha mente um futuro não tão remoto, com eles armados até os dentes, abrindo fogo como traficantes, mas com objetivos políticos e não narco-financeiros.

A guerra é mais viva do que pensamos...


DELENDA MST !


Já falei sobre o MST em outro texto, vide aqui: http://bernardowdayrell.blogspot.com/2008/01/catequismo-do-mst-sob-saia-da-lula.html 

POLÍTICA ITALIANA: BERLUSCONI ESMAGA COALISÃO DE ESQUERDA



A política italiana é bizarra. Os italianos refletem na política de lá, exatamente como são. Os italianos são agitados, mudam de opinião como quem muda de roupa, ao mesmo tempo em que continuam fiéis a determinados princípios. Um exemplo disso é como um italiano consegue ser fiel religioso da igreja católica, e fiel político do partido comunista. Comparecendo a um congresso do maior partido comunista da Europa no sábado, e no domingo à igreja para comungar.

Eles provaram nas urnas que gostam dessas mudanças radicais, tanto que nos últimos anos elegem nas urnas, ora uma frente de esquerda, ora uma frente de direita. A bola da vez é a já batida figura populista de Berlusconi (aquele mesmo dono de um conglomerado de mídia e do clube de futebol do Milan).

Berlusconi é uma figura bem ao estilo de Chávez, Maluf e Lula, com a diferença que é de direita. É uma espécie de Perón dos italianos, que usa do carisma, do poder midiático, e do apelo conservador para ganhar a simpatia do povo. Sempre fez frente à forte esquerda no país, de forma que o histórico prova isso: Ele sucedeu o primeiro-ministro de esquerda Amato; foi sucedido pelo também de esquerda, Prodi; e agora retoma o cargo. 

Não dá para leva-lo muito a sério, ele é um populista com mais estilo do que Lula; e mais grana também (mais de 20 bilhões, diga-se de passagem). Ninguém sabe o que mudará na Itália, mesmo porque, nessa última década, todos prometeram mudanças e nenhum conseguiu. A economia cresce lentamente, o parlamento costuma travar pautas, a imigração cresce também e denúncias de corrupção são frequentes. Talvez, a coalisão de direita formada por ele, e liderada por seu partido (de tendência neo-liberal), consiga implementar as reformas que modernizem a economia italiana. No campo político, a derrota da esquerda foi humilhante e ampla. Mas não acredito que eles fiquem de quatro por muito tempo, se Berlusconi, não conseguir implantar novas mudanças, é quase certo que o povo italiano, seguindo sua tradição, mude tudo de novo e vire o tabuleiro. O certo é que a Máfia continuará agindo (até mesmo institucionalizada), e a Itália continuará sendo o país do catolicismo (quase 100% deles são católicos).

Para finalizar, creio que entre os dois males, Berlusconi apesar do populismo enraizado, e conseguindo efetuar as mudanças que promete, será uma melhor opção que as coalisões de esquerda que reúnem até partidos marxistas ferrenhos. Só vendo para ter certeza...

O CANDIDATO PERFEITO

"Os homens hão de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno." (Henry David Thoreau)

Obama? Hillary? Que importa? Já não se fazem americanos como antigamente!

Era uma vez um país formado por gente que fazia guerras para jogar ao esgoto o imprestável do velho mundo e manter de lá, o que era comestível. Um povo que recebia imigrantes de todo o velho mundo; mas eram imigrantes que queriam “Fazer a América” para si mesmos. Que sabia não ser politicamente corretos quando convinha. Mas hoje... Hoje esse povo é aquele que absorve o imprestável do mundo todo e cria o seu próprio incomestível. É um povo que continua recebendo imigrantes, mas imigrantes que querem “Fazer a si mesmos” às custas da América, enquanto levam para lá a mentalidade submissa dos países de sua origem. É um povo que adota o politicamente correto e vive sob a tutela dele. Cada dia que passa, os EUA sucumbem à mentalidade do terceiro mundo, e se distancia dos valores do forte; dos princípios do forte.

O que são Obama e Hillary? São duas conseqüências do politicamente correto americano, que agora beira as raias do exagero. Qual será a próxima façanha americana? Talvez uma cobaia substancialmente desenvolvida em algum laboratório em parceria com com o Vaticano; ou ainda um ser humano híbrido, meio russo, meio refugiado cubano, meio cucaracho, meio iraquiano, meio chinês, meio indiano, meio cristão, meio muçulmano, meio judeu, meio hindu, meio zulu, meio carioca, meio venezuelano, meio guerrilheiro, meio iraniano, meio norte-coreano, meio padre, meio pastor, meio rabino, meio modesto, meio jornalista, meio artista, meio palhaço, meio Sarkozy, meio Berlusconi, meio Bush, meio Clinton, meio devasso, meio puritano, meio inteligente, meio burro... E esse será o perfeito americano.

A Desigualdade Social (POR RODRIGO CONSTANTINO)


AUTOR: Rodrigo Constantino - BLOG: http://rodrigoconstantino.blogspot.com

"Quando as palavras perdem seu significado, as pessoas perdem sua liberdade." (Confúcio)

O conhecimento humano e a ação humana são fenômenos conceituais. Para a formação de conceitos, o uso da linguagem é fundamental. Ela é justamente a ferramenta que viabiliza a integração dos conceitos. Conforme escreveu Ayn Rand, "a linguagem é um código de símbolos visuais e auditivos que serve à função de converter conceitos no equivalente mental de concretos". As palavras são essenciais para o processo de conceitualização e, portanto, para todo pensamento. Isso é verdade para alguém isolado numa ilha ou na sociedade. Logo, aqueles que desejam inviabilizar o pensamento independente costumam escolher como principal alvo justamente os conceitos das palavras.
Em 1984, George Orwell tratou do assunto através do conceito de duplipensar, definido pelo autor como "a capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias e aceitá-las ambas". O mundo labiríntico do duplipensar consistia em usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, e aplicar o próprio processo ao processo. "Essa era a sutiliza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência e então tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar". Ou seja, o objetivo era a destruição dos conceitos bem definidos, fundamentais para o pensamento humano. Guerra passava a significar paz, ditadura passava a significar democracia, e social queria dizer anti-social. Este ultimo termo é o foco desse artigo, pois o conceito da palavra "social" passou a ser tão vago, tão abstrato, tão flexível, que perdeu totalmente seu sentido objetivo. "Social" passou a ser uma palavra mágica, que associada a alguma outra palavra qualquer, cria uma expressão que implica numa finalidade a qual quaisquer meios são justificáveis.
Para o austríaco Hayek, o adjetivo "social" tornou-se provavelmente a expressão mais confusa em todo nosso vocabulário moral e político. A extraordinária variedade dos usos da palavra serve apenas para confundir, não elucidar. O próprio Hayek fez um levantamento e encontrou nada menos que 160 termos associados ao adjetivo "social". Na maioria dos casos, o termo "social" anexado servia na pratica para negar o sentido da palavra. Como exemplo, podemos pensar em justiça, e questionar o sentido de "justiça social", que quase sempre representa a destruição da própria justiça.
O uso do adjetivo "social" serve para insinuar que os resultados dos processos espontâneos do livre mercado foram, na verdade, fruto de uma criação humana deliberada. Em segundo lugar e como conseqüência disso, serve para instigar os homens a redesenhar aquilo que nunca foi desenhado por eles. Por fim, serve para esvaziar o sentido dos termos associados a este adjetivo vago. O exemplo já citado de "justiça social" é perfeito para ilustrar isso. A demanda que surge com o uso do adjetivo "social" ao lado de justiça é adotar uma "justiça distributiva", que é irreconciliável com a ordem competitiva de mercado, causa do crescimento da riqueza e da própria população. O que essas pessoas chamam de "social" representa o maior obstáculo à própria manutenção da sociedade. Social aqui passa a significar anti-social.
Se retirarmos o véu que cobre os motivadores reais por baixo do adjetivo "social", fica evidente que essas pessoas falam em desigualdade material apenas, nada mais. Estão condenando o fato de que alguns indivíduos conseguiram recompensas monetárias acima dos outros. Em suma, estão olhando somente para a conta bancária, como se nada mais existisse na vida. Eles sabem que se usarem o termo verdadeiro, eles perderão a pose de nobreza que vem como resultado do uso do adjetivo "social". Ora, desiguais os seres humanos já são ao nascer! A genética é diferente, as paixões e interesses, a educação em casa, os anseios e metas, a inteligência e o esforço, a sorte. É simplesmente impossível atribuir peso para cada um desses itens, e é o resultado dessas características na livre interação dos indivíduos que vai determinar as recompensas financeiras.
Isso não quer dizer valor, no sentido de estima, que é subjetivo. Um médico pode ser mais respeitado como indivíduo que um jogador de futebol, ainda que o último tenha uma conta bancária maior. Aqueles que pensam que justiça seria tirar na marra o dinheiro do jogador para dar ao médico estão assinando um atestado de materialistas, que só enxergam dinheiro na frente. Como disse Benjamin Franklin, "aquele que é da opinião que dinheiro fará qualquer coisa pode muito bem ser suspeito de fazer qualquer coisa por dinheiro". O caráter e a felicidade das pessoas não podem ser medidos pelo bolso. No entanto, parece ser justamente isso que os igualitários defensores da "justiça social" pensam. Eles apontam a desigualdade material e clamam por "justiça social", ou seja, saldos bancários similares.
O esforço não é garantia de sucesso no livre mercado competitivo. Aqueles que tentaram e não conseguiram a mesma recompensa que o vizinho podem ser alimentados pela inveja. Ainda que compreensível, tal sentimento é destrutivo, e trabalha contra o interesse da sociedade, dos indivíduos. Somente quando o processo de mercado determina a recompensa financeira há um funcionamento eficiente da economia, permitindo maior criação de riqueza e conforto material para todos. Aqueles que, guiados por instintos primitivos, fingem defender a liberdade enquanto condenam a propriedade privada, os livres contratos, a competição, o lucro e até mesmo o próprio dinheiro, representam uma ameaça para a civilização. Eles acham que são movidos pela razão, e que podem definir de cima para baixo como arranjar os esforços humanos da melhor forma para atender seus desejos, mas estão profundamente enganados.
Na realidade, eles usam e abusam do adjetivo "social", mas estão apenas deixando uma paixão anti-social falar mais alto: a inveja. Eis o que está por trás da máscara da maioria dos combatentes das "desigualdades sociais". Afinal, o foco de quem realmente se preocupa com os mais pobres deveria ser a pobreza em si, não as desigualdades, já que riqueza não é um bolo fixo. Um indivíduo fica rico no livre mercado somente criando valor para os demais. Michael Dell não teve que tornar ninguém mais pobre para ficar bilionário. Muito pelo contrário: ele ficou rico criando riqueza para os seus consumidores. A criação de riqueza, portanto, depende das tais "desigualdades sociais".
Quem pretende acabar com as desigualdades está mirando apenas na relação entre ricos e pobres, ignorando que os pobres melhoram de vida se os indivíduos puderem ficar ricos. Se antes o meu transporte era uma carroça e agora posso andar de carro, não importa se meu vizinho tem uma Ferrari. Minha qualidade de vida melhorou, meu conforto é maior, graças ao capitalismo. Focar apenas nas desigualdades materiais, ainda por cima disfarçando isso com o uso inadequado da palavra mágica "social", é um atentado contra a civilização, principalmente contra os mais pobres. Vamos atacar a miséria em si, e isso se faz com o capitalismo de livre mercado. Mas deixemos as desigualdades "sociais", leia-se materiais, em paz. Elas são fundamentais para preservar a ordem espontânea que reduz a miséria.

COMÉDIA DA VIDA PRIVADA

Ultimamente os jornais estão arrasando! É um festival para quem aprecia mais a vida alheia do que a própria. Há pouco saiu a notícia de que o jornalista Roberto Cabrini foi detido com cocaína no carro. Que coisa, hein? Todos da mídia estão cautelosos; escolhendo as palavras certas, o que quer dizer que estão usando do politicamente correto, sendo corporativistas, e de certa forma, agindo com uma complacência que não usariam se tratasse do Zé da esquina.

Segundo dizem os midiáticos, ele foi preso em flagrante. Seu carro estava em frente a uma padaria (daí, talvez a origem da farinha); e estava com uma mulher, que teria dito ser sua amante. Segundo a Record, emissora que ele atua agora, ele estaria a trabalho, em uma reportagem investigativa.

Da delegacia onde se encontra, ele enviou um bilhete informando o público sobre sua posição diante dos fatos. Segundo ele, tudo não passa de uma armação para cima dele. 

"Estou sendo vítima de uma armação, em virtude de estar investigando assuntos que incomodam a muitas pessoas".

"Apesar de tudo, comunico que sempre protegi e protegerei minhas fontes, afinal, considero o respeito entre fonte e jornalista um dos princípios mais sagrados da minha profissão".

Realmente a situação é difícil, se ele resolver proteger suas fontes, talvez encontre outras fontes de defesa nas quatro paredes do xadrez. Eu no lugar dele não hesitaria em romper com a ética profissional, e apontar as fontes. Mas talvez as fontes dele sejam mais incriminatórias do que o que se tem até agora. Vai saber...

A mulher que estava com ele, segundo o seu advogado, fazia parte de uma quadrilha (o PCC). A polícia informou que essa mulher detinha um pen-drive, e nele continha fotos comprometedoras do acusado. E que ele teria alegado que usou drogas na frente dela por estar com uma arma de fogo apontada para ele. (o que deve ter de usuário de cocaína que gostaria de estar no lugar dele não está no gibi). No depoimento ele disse:

"Fui obrigado a consumir o produto [cocaína] a fim de demonstrar que o clima amistoso permanecia, fato este que ocorreu uma vez"

O sindicato dos jornalistas emitiu a seguinte nota:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo informa que recebeu nesta quarta-feira (16/04) 'comunicado à imprensa' emitido pela direção da Rede Record de Televisão referente à detenção do jornalista Roberto Cabrini. Os diretores do Sindicato vêm a público afirmar que tinham conhecimento, por depoimentos de trabalhadores e diretores desta entidade que atuam na emissora, que o jornalista estava trabalhando há cerca de um ano em uma grande matéria investigativa sobre tráfico de drogas. Neste sentido, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo acredita na inocência do jornalista Roberto Cabrini e entende ser sua detenção um grande equívoco. Acreditamos que o caso será plenamente elucidado pelas autoridades, a justiça restabelecida e a liberdade de imprensa garantida”.

Ele não precisa se preocupar muito, a LIGA DA MÍDIA irá proteger a qualquer custo um membro ilustre, na condição que for. Seja lá, culpado ou não, Cabrini sabia em que terreno pisava. E quando sabemos onde pisamos, é bom ter duas ou três maneiras de se defender ou sair de enrascadas. E uma dica básica quando se tratar de bandidos é nunca ser, ou tentar ser um.

16 abril 2008

TRAGÉDIA DA VIDA PÚBLICA


Que saco! Uma guriazinha de nome Isabella Nardoni, em todo noticiário que vejo, ela está! Que chatice! Que gente mais prepotente em achar que todo mundo quer ver isso. E olha que ela não é nenhuma atriz-mirim, cantora infantil, ou gênio de Q.I elevado; ela é só mais uma DEFUNTA! Cadáver, que me parece que não enterraram em cova tão profunda. Razão? Não sei, mas acho que não há cova profunda o bastante para impedir a mídia de desenterrar, debulhar, e mais tarde exumar de volta, e “re-exumar” para garantir que pessoas como eu continuem sem saco para suportar tantas delongas.

Já são dezessete dias de falação. Um sujeito que é o pai; uma moça que é a madrasta; uma filha que voou pela janela; duas outras crianças que estavam por lá; e uma mãe que na hora não sei o que fazia, mas agora com certeza, chora. Resumo da ópera: Só mais um caso de morte entre seres humanos normais. É a natureza humana. Acontece todo dia:

"namorado de menina de 14 anos atira no atual namorado dela, anda pelo telhado de madrugada e rouba o cachorro da família"

"bairro barra alegre: homossexual bate em mulher de namorado, e leva tiro da namorada da mulher do namorado. O pai do primeiro homossexual, entra na briga e perde a carteira, volta à cena do crime e leva um coro dos visinhos"


Mas o povo gosta! :D... Gosta demais da conta... Desde que os gregos inventaram a tragédia como representação das tragédias reais e verdadeiras da vida, o homem ama isso. E ainda mais quando se pode acompanhar um drama não encenado, mas em fatos reais, e que em cada ato dessa peça, os telespectadores ficam sentados no sofá da sala e comentando com a mulher ou o marido, as suas conclusões ajuizadas e moralizadas do ocorrido. É um mecanismo de socialização familiar; de prepotência pessoal. Todos sentem parte do drama, e, ao mesmo tempo, acreditam serem juízes. É o poder ilusório às custas dos outros e veiculado pela mídia a um custo baixíssimo.

E não vou esquecer da polícia. Já apareceram uns três delegados, a PF, a guarda municipal, um ou dois juízes, desembargador, um segurança de rua, um guardador de carros, uma centena de policiais de baixa patente, e é claro, os protagonistas. Sempre perseguidos pelas câmeras vorazes, como se fossem artistas. Engraçado é ver que todos eles, com exceção dos protagonistas, vivem procurando uma brecha para aparecerem na tv, como se figurantes de filme, fossem.

Nos noticiários, eles contam toda a introdução da história. Falam de tudo desde o início da trama, como se algum compatriota não soubesse dos atos anteriores. São reconstruções (reloads), animações, esquemas; tudo para o telespectador possa sugar ou absorver tudo daquela tragédia humana. E depois desse histórico, eles mostram as “novas”: “um visinho depôs”; “um cachorro que passava na hora latiu duas vezes, mas não se sabe para quem, ou o quê”. É um grande circo! Com um coliseu de quase 200 milhões de pessoas.

Eu só vejo tv por assinatura, de preferência canais estrangeiros. Me atenho apenas a noticiários nacionais, e agora essa... Que hei de fazer agora? Nada! Pego uma boa tragédia de Racine e vou ler. Minha catarse será algumas vezes maior do que a tragédia popular. E quer saber de quem é a culpa? Foda-se a culpa! Diante desse escarcel, deviam arquivar o processo e pagar um bom psiquiatra para todo mundo. O certo é que a mídia é culpada pelo meu mal-estar; por não me deixar opções inteligentes e mais interessantes na tv. E quer saber? Que vá, a mídia, o povo, essa loucura toda, e quem mais quiser, para o inferno!

13 abril 2008

INTERVENCIONISMO, ALARMISMO, POLITICAMENTE CORRETO, E O RESTANTE É ASNO

Já estou bem vacinado contra o socialismo, seja ele de que lado venha. Mas às vezes nos deparamos com pessoas e idéias que não dá para engolir, nem com lubrificante bocal (se é que isso existe).  Hoje, ou melhor, ontem, porque já são 00:10 pontualmente (apesar de só terminar o texto e postar agora a pouco), eu estava navegando pela net, e procurando notícias na madruga, e o que me deparo? Com uma notícia “catastrófica”: 




E, Sem mais delongas, irei resumir as circunstâncias nessa citação:

“O Estado não deve interferir na economia. Ela se ajusta por si só”. Adam Smith

Quem deve plantar? Quem deve comprar? Quem deve intervir ou deixar de intervir? As respostas são: Plantamos todos se nossa plantação se transformar em verdinhas. Compramos todos, se verdinhas tivermos para isso. Intervem a vontade social, a iniciativa privada; e não intervem a incapacidade estatal. O alarmismo generalizado que hoje vemos na mídia, na ciência e nas instituições em todos os níveis, é algo abominável. É, no mínimo, falta de conhecimento das regras que regem a natureza, e conseqüentemente, o mundo.

Temia eu, há algumas semanas, que uma intervenção do governo americano na crise lá pudesse transformar em paradigma para o terceiro mundo. Eles interviram; e eu pensei melhor. Estudei o histórico americano, e aprendi que nos EUA já houve fases de intervencionismo e não-intervencionismo na economia. E mais do que isso, o não-intervencionismo é a base das políticas econômicas naquele país em toda sua história; a exceção é o intervencionismo. Mantive a tranqüilidade, o intervencionismo atual desaparecerá como a própria crise em uma estabilização natural do mercado.

Eles lá sempre resolvem as coisas na medida da iniciativa privada, já nós, “tupiniquins-mirins”, preferimos pedir ao “Pai-Estado” o leitinho de todos os dias, e gritamos como crianças por esse “Estado-pai”, quando sentimos qualquer incômodo. E aí mora o perigo, nós somos mal acostumados com o paternalismo. Esse mal nos persegue e vive como lombrigas nas entranhas da mentalidade negróide brasileira. Se hoje os EUA tomam a decisão de intervir (bem pouquinho, por sinal), e sabem que são passageiras essas medidas; nós, terceiro-mundistas podemos, perigosamente, tomar essa ação isolada dentro do contexto americano, e aplicar aqui, entre nós. Paradigmas nasceram para serem adaptados, não para serem encaixados à força em realidades diferentes. Um recrudescimento do intervencionismo já existente no Brasil, seria um retrocesso sem igual. A mentalidade paternalista estaria bem atendida, mas o preço seria pago pela minoria empreendedora que ainda resta aqui.

O alarmismo, por sua vez, encontra em pareceres ridículos de instituições internacionais que por quererem ser politicamente corretos, exalam as mais bizarras análises, com pretensões de Nostradamus. Sim, porque é isso que eles fazem, tentam prever a fome mundial; são profetas do não acontecido, e desconhecem do já acontecido. E com isso, influenciam políticos terceiro-mundistas a buscarem no intervencionismo a solução prática para os problemas que giram na esfera privada; e a políticos primeiro-mundistas a tirarem dinheiro dos bolsos dos seus governados para dar de esmola a esmolados do mundo incompetente. Lula já faz isso nas terras de Santa Cruz, e não será problema nenhum continuar a endurecer a ditadura do Estado paternalista. E assim, continuaremos reforçando a mentalidade de escravo, em detrimento da mentalidade empreendedora que carrega esse país nas costas apesar de tantos pesares.

E o alerta está posto:

 É extremamente fácil enganar a si mesmo; pois o homem geralmente acredita no que deseja”. Demóstenes.

E se o povo parece desejar esse esmolismo, já estão com Lula, enganados.

DELENDA LULA !

07 abril 2008

CRÔNICAS DA GUERRA VIVA N° 6: MI DESIRAS AU VI CUZONE ISFOLADO

Acredite em mim, esse país já passou da validade e agora só vive na putrefaria mais azeda do novo mundo. “Bordel de merde”, como diriam os franceses, que dão graças a Deus por não terem engordado o seu império colonial com vassalos tão inúteis que até para movimentar recursos sempre precisaram da autorização explícita da conhecida indolência Tupiniquim. Grande é a estupidez de um povo que não se reconhece ao espelho. Quando vejo Lula a dizer: “Nunca na história desse país...”. Ou o brasileiro comum dizendo: “Nosso país é rico demais”. Fico pensando em como é atrofiada a massa cinzenta dessa gente da plebe (O que bem inclui o presindenciado Molusco de 4-dedos). Essa gente é menos gente quando acredita ser gente, porque cai exatamente no caso da síndrome/complexo de grandeza. É pura falta de vergonha na cara, não se enxergam mesmo e não possuem capacidade mental para suportar a verdade. Mas eu não tenho esse problema que a arraia-miúda encerra consigo, e como estou disposto nessa manhã fria de Curitiba, mãos à obra!

Nosso sapiente Molusco não esconde de ninguém que pretende ver o Brasil como potência-líder dos países de terceiro mundo. Ele briga contra o protecionismoeuropeu enquanto quebra suas patentes técnico-científicas; fala que o Brasil vai ser o grande barril do etanol do mundo, mas não consegue produzir o suficiente nem para saciar as próprias necessidades, tem problemas de abastecimento de: energia elétrica, gás natural, e ainda não tem autonomia no petróleo, sem contar na crise do preço do álcool. E para piorar o cenário, esse Molusco com insolação, mantém uma relação íntima com exemplos modernos do autoritarismo, do populismo, do comunismo, da mentira, e que estão posicionados contra a democracia, os direitos humanos e a educação diplomática; como o indígena comedor de coca, Evo Morales, o outro companheiro de tribo indígena, Hugo Chávez; e a múmia cadavérica da ilhacaribenha, Fidel Castro.

Esse sujeito da mais suja e grotesca fração da plebe, acredita, como um verdadeiro lunático que é, em uma nação brasileira que seja líder na América do sul. Esse mesmo país que não consegue resolver os problemas internos, quer intervir em problemas regionais e até globais! Não sabe o Molusco que se embebeda na jarra da soberba que, os mais graves problemas que afligem o planeta, nós encontramos também aqui dentro do Brasil ?! Ele vai discursar na ONU clamando como líder de uma nova ordem mundial; ele fala de paz mundial; de igualdade social; do bem e do mal; torna seu discurso mais cristão quando precisa, e outra hora, mais comuna como nunca se viu. É o homem de mil caras; o trabalhador braçal da fábrica, corta um dedo e agora senta na sala de comando e aperta todos os botões do painel. Pobre Molusco... Pior... Pobre de nós, que acabamos pagando o preço da utopia e da loucura da grandeza tupiniquim desse ex-vassalo ressentido.

Lula conquistou o status de líder populista. Suas políticas sociais o alçaram a uma condição em que todos os escândalos, todos os atos de corrupção, de ilegalidades e denúncias não o atingem mais. Ele se tornou imune a tudo isso, graças a sua bajulação do povo, ao suborno social que a plebe de bom grado recebeu, e retribuiu com um crédito afetivo nas urnas e a anulação mental da lógica das denuncias nos jornais. Transcrevo uma passagem do historiador renomado, JoséMurilo de Carvalho, em uma entrevista à revista Veja de 26 de dezembro de 2007, em que ele disse:

“... Hoje, o setor formal da economia corresponde a 40%, as políticas de Lula se destinam aos 60% que constituem o setor formal da economia. O povão está sendo atendido”.

As denúncias conseguiram apenas desmoralizar o poder legislativo e o judiciário, o executivo passou imune a tudo, e mais do que isso, saiu mais fortalecido, mais forte e influente sobre os outros poderes. Vemos o autoritarismo imune do populismo Lulista, a desmoralização do legislativo e judiciário, suas más amizades na América do sul, a síndrome/complexo de grandeza e de Messias-salvador e condutor do “terceiro-mundismo”, uma sorte de Gastão. EnquantoFHC teve em seu último mandato, crises e mais crises econômicas a assolar nossa economia, Lula navegou em calmos mares; céu de brigadeiro mesmo. O resultado inicial da política econômica de FHC poderia dar resultados ainda no mandato dele, mas foi interrompido por estas crises mundiais. Lula, cedendo às pressões de vários setores da economia, e a economistas de todo mundo, mantém a política econômica do FHC em seus mínimos detalhes. Beneficia-se do mérito alheio; usurpa a glória e os resultados do mandato FHC e evita a todo custo dar crédito ao seu antecessor. É um perfeito pilantrão, daqueles que fazem alarde e esmola com o dinheiro dos outros, entendem?

Por fim, temos a seguinte receita:
Um líder com mania de grandeza + Uma economia que cresce bem + Benefícios sociais amplos + Amizades ruins e relações complacentes com líderes de mau exemplo+ Imunidades às denúncias de imoralidade, incompetência e ilegalidade + desmoralização do legislativo e do judiciário = Um líder autoritário e populista que usa das brechas da democracia para submetê-la. Que se utiliza de esmolas estatais para manter o fascínio popular. Que não esconde o amor às fantasias ideológicas da juventude sem se comprometer diretamente por elas. Que transforma ações que já estavam sendo feitas como sendo únicas na história do país. Que é imoral e incompetente, mas se mantém debaixo da máscara de pobre coitado injustiçado e enganado. Que usa de todos os poderes que o executivo lhe dá, para manipular o legislativo e o judiciário. Enfim, estamos diante de um perfeito aspirante a tirano. O terreno já está pronto. Entrega o mandato (se entregar de fato, se não conseguir modificar as leis para permitir uma nova reeleição), aguarda quatro anos e volta para assentar lugar no poder. Este é o sonho; este é o plano desde o inicio do PT. Criar bases sólidas para permitir uma perpetuação do sonho petista no Brasil. É óbvio que isso não seria feito em quatro anos, mas demoraria mais de dez anos. Essa gente (professores vermelhos, padrecos adeptos da teoria da libertação, estudantes revoltados, trabalhadores e líderes sindicais marxistas, e pseudo-intelectuais de segunda categoria, gente oprimida e ressentida), esperou vinte e dois anos para ascenderem ao poder; já estão, até a presente data; há cinco anos no poder, e possuem quase três anos ainda por governar. E aguardem, não se surpreendam com nada que esteja porvir. Em nenhum país que o comunismo ou a tirania venceu houve uma preocupação muito precavida, e aqui estamos dessa maneira tão... Complacente, moderada, e até submissa. 

DELENDA LULA !

LL

01 abril 2008

O CÂNDIDO ALIENÍGENA


Estava eu outro dia bêbado, ouvindo dublagens de filmes antigos que de tão ruins não passavam nem na sessão da tarde na década de 80. Me encontrava também, ao lado de um velho amigo que por sua vez, contava como fez sexo com essa ou aquela guria. (Ele contava suas façanhas, e eu imaginava que ele era um boneco de tecido, e que fazia origami com a genitália das mulheres). Papo vai, papo vem e no meio dos pensamentos mais inúteis do que camisinha no bolso de nerd, surge uma idéia:
EUREKA !
LULA É UM ALIENÍGENA!
Claro, como eu pude ser enganado?! Todos aqueles ufólogos dizendo sobre a presença de Ets na Terra; sirianos, aldebaranos, pleiadianos, orionitas, draconianos e outros tantos “anos”. E eu aqui, sem ter percebido que Lula é um espécime do tipo que se pode dizer... vejamos... Pernambucanos. É isso! Pernambucano. Do planeta Garanhuns, do sistema Nordeste, da galáxia de Agreste.
Com essa revelação quase divina, e uma racionalidade profana, diria com toda convicção e sinceridade que não me são peculiares, que Lula não é um ser terreno. Ele vive em outros planetas ou na lua. Com todos os fatos que se avolumaram; com todas as informações que nos chegaram; com todos os depoimentos e pareceres de técnicos e conhecedores; Lula, o Molusco alienígena só veio a acreditar em uma vulnerabilidade premente do Brasil à crise americana hoje!
Ele passou essas semanas afirmando e reafirmando que o Brasil está salvo dessa crise; que o “país dos americanos” devia resolver lá a crise, que “nóis num ia pagar a conta”, e blá, blá, blá. Completo ignorante mesmo. Não aprendeu as lições do passado, aquelas que FHC enfrentou, e que ajudaram o próprio alienígena a alcançar o poder. Para o energúmeno, um incêndio em um apartamento não atinge o visinho. Mas é uma besta mesmo.
Hoje ele vem a público e diz que os ajuizados devem acordar para a crise. Mas quem dormiu todos esses dias, foi ele. Ele que disse desconhecer da vulnerabilidade do Brasil perante a crise; ele que em seus discursos de um otimismo à la Pangloss de Voltaire, e uma ingenuidade de Cândido; sentenciou o Brasil como um país em franco crescimento e que não seria uma “crisezinha” que iria abalar a estabilidade do país. Só espero que depois que o doente estiver no leito do hospital ele não venha dizer que não sabia.
Mas a verdade é que agora o nosso: Lula Molusco, Maximus Rex, 4-dedos, alienígena, dá o braço a torcer, mas sem perder a postura de que “está tudo sobre o controle, mas se apertar eu grito”. Pronto, o braço ta posto no balcão, se for o dos 4-dedos, o mercado não pagará muito por ele não, mas se for o outro, quem sabe os marcianos negociam.
E tenho dito!

Para outras informações acerca das civilizações dos cosmos, vide:
http://www.diskinternet.com.br/area51/frame_especies.htm(Vocês não vão levar isso a sério, não é? Mas vale para rir um pouco).

Entre o Bonobo e o Chimpanzé: Qual você é?



Dois relatos:

· “O passarinho tinha se esborrachado contra a parede de vidro da jaula e caído no chão. Kuni, uma fêmea de bonobo ou chimpanzé-pigmeu (Pan paniscus), caminhou até a ave com uma expressão preocupada e tentou colocá-la de pé. Nada. Pegou o pássaro com delicadeza, subiu até a árvore mais alta de seu recinto envidraçado e abriu suas asas com os dedos, com cuidado para não machucá-lo. Lançou a ave pelo ar feito um aviãozinho de papel, mas ela voltou a aterrissar dentro da jaula. Kuni se aproximou do passarinho de novo e montou guarda do lado dele o dia todo, evitando que outros macacos curiosos o tocassem. No fim do dia, ele finalmente conseguiu sair voando”.

· “O grupo cercou as três árvores onde se concentravam os outros primatas. Aguardaram e aos poucos se aproximavam, fechando o cerco. O desespero se abateu sobre a caça. E menos de um minuto o ataque estava feito. Dois chimpanzés rasgavam a carne de um espécime e saboreavam o produto do ataque”.

Uma questão que muitos já fizeram e outros tantos ainda fazem é: “Por que o homem é assim?”. Pesquisadores que estudam chimpanzés e bonobos (sub-espécie dos chimpanzés, e praticamente iguais geneticamente), que compartilham 98,6% do código genético com nós, seres humanos, descobriram que os dois grupos de primatas possuem comportamentos diversos, mas que tais comportamentos díspares se convergem na maneira como o ser humano age.
Por um lado temos os chimpanzés, formam grupos menores, patriarcais, violentos, giram em torno do poder. São mais fortes, robustos, vivem brigando com grupos visinhos, são egoístas, caçam e coletam para sobreviverem. Não hesitam em matar um oponente para garantir fêmeas, comida ou a hierarquia rígida. E eles preferem o sexo com fêmeas mais velhas, e vez ou outra, são carnívoros.
Por outro lado, vemos os bonobos, que formam comunidades maiores, matriarcais, são pacíficos, raramente apresentando comportamento violento. Fazem elos emocionais e sociais por meio do sexo, demonstrando respeito e hospitalidade com grupos vizinhos e não há uma hierarquia rígida. São mais delgados e têm o cabelo repartido no meio; vivem da coleta de alimentos e não têm problema algum em fazer sexo com jovens (entre nós isso se chama pedofilia).
Enquanto os primeiros desenvolveram em ambientes com falta de alimentos, e essa escassez produziu um ambiente estimulante para que os mais fortes sobrevivessem, de forma a criarem mais músculos e um comportamento moral bem próximo ao do lado egoísta, violento e possessivo do ser humano. Os segundos evoluíram em um ambiente de fartura alimentar, promovendo uma sociedade mais pacífica, onde a diplomacia do sexo prevaleceu, se aproximando dos seres humanos nos sentimentos de amor, ajuda a enfermos e desprovidos.
Os cientistas acreditam que as três espécies que evoluíram de um elo comum, tenham também algumas bases comuns. Eles afirmam que o amor materno, a cooperação social, que em alguns é desinteressado e em outros por interesse; a empatia, a política, a formação de amizades e grupos para sobreviverem, são características comuns a bonobos, chimpanzés e seres humanos, e provavelmente nasceu nesse ancestral comum. Com vista nesse ancestral comum, teria cada grupo desenvolvido seu modo de agir com grande influência do ambiente. Os bonobos com fartura de alimentos criaram sua sociedade pacífica; os chimpanzés em um ambiente de alimento escasso criaram uma sociedade violenta; e por último o ser humano, que viveu épocas de abundância e escassez, e, por isso, os cientistas nos define como sendo um “primata bipolar”, com características de bonobos e chimpanzés.
Muitas são as características que os cientistas descobriram, e que colocam mais semelhanças no modo de agir dos grandes primatas, destaco a transmissão de cultura, a criação de ferramentas e até o altruísmo que em cada espécie tem um grau diverso. É óbvio que o grau de desenvolvimento desses talentos encontrou seu ápice no ser humano, mas a presença dessas características nos primatas, nos dá uma visão retrospectiva que facilita a compreensão de quem somos, e, porque somos assim.Essa descoberta do homem como “primata bipolar”, explica porque variamos de um comportamento a outro de acordo com as circunstâncias. Buscamos a fidelidade das fêmeas e essas a proteção financeira para ela e a prole, quando somos chimpanzés; e procuramos as amizades com muitas mulheres, promovendo uma poligamia, como grupos religiosos e outros, de forma a todos ajudarem a criar a prole, quando nos aproximamos dos bonobos. Os cristãos estão tão próximos aos bonobos, que poderia dizer que o bonobo é o cristão dos primatas, ou ainda que o comunismo muito bem se adaptaria a sociedade dos bonobos e não na dos chimpanzés. Enquanto os chimpanzés são os generais ou capitalistas do mundo moderno, e os tempos beligerantes são o ambiente natural dessa espécie.