
17 abril 2008
A Desigualdade Social (POR RODRIGO CONSTANTINO)
COMÉDIA DA VIDA PRIVADA
Ultimamente os jornais estão arrasando! É um festival para quem aprecia mais a vida alheia do que a própria. Há pouco saiu a notícia de que o jornalista Roberto Cabrini foi detido com cocaína no carro. Que coisa, hein? Todos da mídia estão cautelosos; escolhendo as palavras certas, o que quer dizer que estão usando do politicamente correto, sendo corporativistas, e de certa forma, agindo com uma complacência que não usariam se tratasse do Zé da esquina.
Segundo dizem os midiáticos, ele foi preso em flagrante. Seu carro estava em frente a uma padaria (daí, talvez a origem da farinha); e estava com uma mulher, que teria dito ser sua amante. Segundo a Record, emissora que ele atua agora, ele estaria a trabalho, em uma reportagem investigativa.
Da delegacia onde se encontra, ele enviou um bilhete informando o público sobre sua posição diante dos fatos. Segundo ele, tudo não passa de uma armação para cima dele.
"Estou sendo vítima de uma armação, em virtude de estar investigando assuntos que incomodam a muitas pessoas".
"Apesar de tudo, comunico que sempre protegi e protegerei minhas fontes, afinal, considero o respeito entre fonte e jornalista um dos princípios mais sagrados da minha profissão".

Realmente a situação é difícil, se ele resolver proteger suas fontes, talvez encontre outras fontes de defesa nas quatro paredes do xadrez. Eu no lugar dele não hesitaria em romper com a ética profissional, e apontar as fontes. Mas talvez as fontes dele sejam mais incriminatórias do que o que se tem até agora. Vai saber...
A mulher que estava com ele, segundo o seu advogado, fazia parte de uma quadrilha (o PCC). A polícia informou que essa mulher detinha um pen-drive, e nele continha fotos comprometedoras do acusado. E que ele teria alegado que usou drogas na frente dela por estar com uma arma de fogo apontada para ele. (o que deve ter de usuário de cocaína que gostaria de estar no lugar dele não está no gibi). No depoimento ele disse:
"Fui obrigado a consumir o produto [cocaína] a fim de demonstrar que o clima amistoso permanecia, fato este que ocorreu uma vez"
O sindicato dos jornalistas emitiu a seguinte nota:
“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo informa que recebeu nesta quarta-feira (16/04) 'comunicado à imprensa' emitido pela direção da Rede Record de Televisão referente à detenção do jornalista Roberto Cabrini. Os diretores do Sindicato vêm a público afirmar que tinham conhecimento, por depoimentos de trabalhadores e diretores desta entidade que atuam na emissora, que o jornalista estava trabalhando há cerca de um ano em uma grande matéria investigativa sobre tráfico de drogas. Neste sentido, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo acredita na inocência do jornalista Roberto Cabrini e entende ser sua detenção um grande equívoco. Acreditamos que o caso será plenamente elucidado pelas autoridades, a justiça restabelecida e a liberdade de imprensa garantida”.

Ele não precisa se preocupar muito, a LIGA DA MÍDIA irá proteger a qualquer custo um membro ilustre, na condição que for. Seja lá, culpado ou não, Cabrini sabia em que terreno pisava. E quando sabemos onde pisamos, é bom ter duas ou três maneiras de se defender ou sair de enrascadas. E uma dica básica quando se tratar de bandidos é nunca ser, ou tentar ser um.
16 abril 2008
TRAGÉDIA DA VIDA PÚBLICA
Que saco! Uma guriazinha de nome Isabella Nardoni, em todo noticiário que vejo, ela está! Que chatice! Que gente mais prepotente em achar que todo mundo quer ver isso. E olha que ela não é nenhuma atriz-mirim, cantora infantil, ou gênio de Q.I elevado; ela é só mais uma DEFUNTA! Cadáver, que me parece que não enterraram em cova tão profunda. Razão? Não sei, mas acho que não há cova profunda o bastante para impedir a mídia de desenterrar, debulhar, e mais tarde exumar de volta, e “re-exumar” para garantir que pessoas como eu continuem sem saco para suportar tantas delongas.
Já são dezessete dias de falação. Um sujeito que é o pai; uma moça que é a madrasta; uma filha que voou pela janela; duas outras crianças que estavam por lá; e uma mãe que na hora não sei o que fazia, mas agora com certeza, chora. Resumo da ópera: Só mais um caso de morte entre seres humanos normais. É a natureza humana. Acontece todo dia:
"namorado de menina de 14 anos atira no atual namorado dela, anda pelo telhado de madrugada e rouba o cachorro da família"
"bairro barra alegre: homossexual bate em mulher de namorado, e leva tiro da namorada da mulher do namorado. O pai do primeiro homossexual, entra na briga e perde a carteira, volta à cena do crime e leva um coro dos visinhos"

Mas o povo gosta! :D... Gosta demais da conta... Desde que os gregos inventaram a tragédia como representação das tragédias reais e verdadeiras da vida, o homem ama isso. E ainda mais quando se pode acompanhar um drama não encenado, mas em fatos reais, e que em cada ato dessa peça, os telespectadores ficam sentados no sofá da sala e comentando com a mulher ou o marido, as suas conclusões ajuizadas e moralizadas do ocorrido. É um mecanismo de socialização familiar; de prepotência pessoal. Todos sentem parte do drama, e, ao mesmo tempo, acreditam serem juízes. É o poder ilusório às custas dos outros e veiculado pela mídia a um custo baixíssimo.
E não vou esquecer da polícia. Já apareceram uns três delegados, a PF, a guarda municipal, um ou dois juízes, desembargador, um segurança de rua, um guardador de carros, uma centena de policiais de baixa patente, e é claro, os protagonistas. Sempre perseguidos pelas câmeras vorazes, como se fossem artistas. Engraçado é ver que todos eles, com exceção dos protagonistas, vivem procurando uma brecha para aparecerem na tv, como se figurantes de filme, fossem.
Nos noticiários, eles contam toda a introdução da história. Falam de tudo desde o início da trama, como se algum compatriota não soubesse dos atos anteriores. São reconstruções (reloads), animações, esquemas; tudo para o telespectador possa sugar ou absorver tudo daquela tragédia humana. E depois desse histórico, eles mostram as “novas”: “um visinho depôs”; “um cachorro que passava na hora latiu duas vezes, mas não se sabe para quem, ou o quê”. É um grande circo! Com um coliseu de quase 200 milhões de pessoas.
Eu só vejo tv por assinatura, de preferência canais estrangeiros. Me atenho apenas a noticiários nacionais, e agora essa... Que hei de fazer agora? Nada! Pego uma boa tragédia de Racine e vou ler. Minha catarse será algumas vezes maior do que a tragédia popular. E quer saber de quem é a culpa? Foda-se a culpa! Diante desse escarcel, deviam arquivar o processo e pagar um bom psiquiatra para todo mundo. O certo é que a mídia é culpada pelo meu mal-estar; por não me deixar opções inteligentes e mais interessantes na tv. E quer saber? Que vá, a mídia, o povo, essa loucura toda, e quem mais quiser, para o inferno!
13 abril 2008
INTERVENCIONISMO, ALARMISMO, POLITICAMENTE CORRETO, E O RESTANTE É ASNO
“O Estado não deve interferir na economia. Ela se ajusta por si só”. Adam Smith
Quem deve plantar? Quem deve comprar? Quem deve intervir ou deixar de intervir? As respostas são: Plantamos todos se nossa plantação se transformar em verdinhas. Compramos todos, se verdinhas tivermos para isso. Intervem a vontade social, a iniciativa privada; e não intervem a incapacidade estatal. O alarmismo generalizado que hoje vemos na mídia, na ciência e nas instituições em todos os níveis, é algo abominável. É, no mínimo, falta de conhecimento das regras que regem a natureza, e conseqüentemente, o mundo.
Temia eu, há algumas semanas, que uma intervenção do governo americano na crise lá pudesse transformar em paradigma para o terceiro mundo. Eles interviram; e eu pensei melhor. Estudei o histórico americano, e aprendi que nos EUA já houve fases de intervencionismo e não-intervencionismo na economia. E mais do que isso, o não-intervencionismo é a base das políticas econômicas naquele país em toda sua história; a exceção é o intervencionismo. Mantive a tranqüilidade, o intervencionismo atual desaparecerá como a própria crise em uma estabilização natural do mercado.
Eles lá sempre resolvem as coisas na medida da iniciativa privada, já nós, “tupiniquins-mirins”, preferimos pedir ao “Pai-Estado” o leitinho de todos os dias, e gritamos como crianças por esse “Estado-pai”, quando sentimos qualquer incômodo. E aí mora o perigo, nós somos mal acostumados com o paternalismo. Esse mal nos persegue e vive como lombrigas nas entranhas da mentalidade negróide brasileira. Se hoje os EUA tomam a decisão de intervir (bem pouquinho, por sinal), e sabem que são passageiras essas medidas; nós, terceiro-mundistas podemos, perigosamente, tomar essa ação isolada dentro do contexto americano, e aplicar aqui, entre nós. Paradigmas nasceram para serem adaptados, não para serem encaixados à força em realidades diferentes. Um recrudescimento do intervencionismo já existente no Brasil, seria um retrocesso sem igual. A mentalidade paternalista estaria bem atendida, mas o preço seria pago pela minoria empreendedora que ainda resta aqui.
O alarmismo, por sua vez, encontra em pareceres ridículos de instituições internacionais que por quererem ser politicamente corretos, exalam as mais bizarras análises, com pretensões de Nostradamus. Sim, porque é isso que eles fazem, tentam prever a fome mundial; são profetas do não acontecido, e desconhecem do já acontecido. E com isso, influenciam políticos terceiro-mundistas a buscarem no intervencionismo a solução prática para os problemas que giram na esfera privada; e a políticos primeiro-mundistas a tirarem dinheiro dos bolsos dos seus governados para dar de esmola a esmolados do mundo incompetente. Lula já faz isso nas terras de Santa Cruz, e não será problema nenhum continuar a endurecer a ditadura do Estado paternalista. E assim, continuaremos reforçando a mentalidade de escravo, em detrimento da mentalidade empreendedora que carrega esse país nas costas apesar de tantos pesares.
E o alerta está posto:
“É extremamente fácil enganar a si mesmo; pois o homem geralmente acredita no que deseja”. Demóstenes.
E se o povo parece desejar esse esmolismo, já estão com Lula, enganados.
DELENDA LULA !
07 abril 2008
CRÔNICAS DA GUERRA VIVA N° 6: MI DESIRAS AU VI CUZONE ISFOLADO
Nosso sapiente Molusco não esconde de ninguém que pretende ver o Brasil como potência-líder dos países de terceiro mundo. Ele briga contra o protecionismoeuropeu enquanto quebra suas patentes técnico-científicas; fala que o Brasil vai ser o grande barril do etanol do mundo, mas não consegue produzir o suficiente nem para saciar as próprias necessidades, tem problemas de abastecimento de: energia elétrica, gás natural, e ainda não tem autonomia no petróleo, sem contar na crise do preço do álcool. E para piorar o cenário, esse Molusco com insolação, mantém uma relação íntima com exemplos modernos do autoritarismo, do populismo, do comunismo, da mentira, e que estão posicionados contra a democracia, os direitos humanos e a educação diplomática; como o indígena comedor de coca, Evo Morales, o outro companheiro de tribo indígena, Hugo Chávez; e a múmia cadavérica da ilhacaribenha, Fidel Castro.
Esse sujeito da mais suja e grotesca fração da plebe, acredita, como um verdadeiro lunático que é, em uma nação brasileira que seja líder na América do sul. Esse mesmo país que não consegue resolver os problemas internos, quer intervir em problemas regionais e até globais! Não sabe o Molusco que se embebeda na jarra da soberba que, os mais graves problemas que afligem o planeta, nós encontramos também aqui dentro do Brasil ?! Ele vai discursar na ONU clamando como líder de uma nova ordem mundial; ele fala de paz mundial; de igualdade social; do bem e do mal; torna seu discurso mais cristão quando precisa, e outra hora, mais comuna como nunca se viu. É o homem de mil caras; o trabalhador braçal da fábrica, corta um dedo e agora senta na sala de comando e aperta todos os botões do painel. Pobre Molusco... Pior... Pobre de nós, que acabamos pagando o preço da utopia e da loucura da grandeza tupiniquim desse ex-vassalo ressentido.
Lula conquistou o status de líder populista. Suas políticas sociais o alçaram a uma condição em que todos os escândalos, todos os atos de corrupção, de ilegalidades e denúncias não o atingem mais. Ele se tornou imune a tudo isso, graças a sua bajulação do povo, ao suborno social que a plebe de bom grado recebeu, e retribuiu com um crédito afetivo nas urnas e a anulação mental da lógica das denuncias nos jornais. Transcrevo uma passagem do historiador renomado, JoséMurilo de Carvalho, em uma entrevista à revista Veja de 26 de dezembro de 2007, em que ele disse:
“... Hoje, o setor formal da economia corresponde a 40%, as políticas de Lula se destinam aos 60% que constituem o setor formal da economia. O povão está sendo atendido”.
As denúncias conseguiram apenas desmoralizar o poder legislativo e o judiciário, o executivo passou imune a tudo, e mais do que isso, saiu mais fortalecido, mais forte e influente sobre os outros poderes. Vemos o autoritarismo imune do populismo Lulista, a desmoralização do legislativo e judiciário, suas más amizades na América do sul, a síndrome/complexo de grandeza e de Messias-salvador e condutor do “terceiro-mundismo”, uma sorte de Gastão. EnquantoFHC teve em seu último mandato, crises e mais crises econômicas a assolar nossa economia, Lula navegou em calmos mares; céu de brigadeiro mesmo. O resultado inicial da política econômica de FHC poderia dar resultados ainda no mandato dele, mas foi interrompido por estas crises mundiais. Lula, cedendo às pressões de vários setores da economia, e a economistas de todo mundo, mantém a política econômica do FHC em seus mínimos detalhes. Beneficia-se do mérito alheio; usurpa a glória e os resultados do mandato FHC e evita a todo custo dar crédito ao seu antecessor. É um perfeito pilantrão, daqueles que fazem alarde e esmola com o dinheiro dos outros, entendem?
Por fim, temos a seguinte receita:
Um líder com mania de grandeza + Uma economia que cresce bem + Benefícios sociais amplos + Amizades ruins e relações complacentes com líderes de mau exemplo+ Imunidades às denúncias de imoralidade, incompetência e ilegalidade + desmoralização do legislativo e do judiciário = Um líder autoritário e populista que usa das brechas da democracia para submetê-la. Que se utiliza de esmolas estatais para manter o fascínio popular. Que não esconde o amor às fantasias ideológicas da juventude sem se comprometer diretamente por elas. Que transforma ações que já estavam sendo feitas como sendo únicas na história do país. Que é imoral e incompetente, mas se mantém debaixo da máscara de pobre coitado injustiçado e enganado. Que usa de todos os poderes que o executivo lhe dá, para manipular o legislativo e o judiciário. Enfim, estamos diante de um perfeito aspirante a tirano. O terreno já está pronto. Entrega o mandato (se entregar de fato, se não conseguir modificar as leis para permitir uma nova reeleição), aguarda quatro anos e volta para assentar lugar no poder. Este é o sonho; este é o plano desde o inicio do PT. Criar bases sólidas para permitir uma perpetuação do sonho petista no Brasil. É óbvio que isso não seria feito em quatro anos, mas demoraria mais de dez anos. Essa gente (professores vermelhos, padrecos adeptos da teoria da libertação, estudantes revoltados, trabalhadores e líderes sindicais marxistas, e pseudo-intelectuais de segunda categoria, gente oprimida e ressentida), esperou vinte e dois anos para ascenderem ao poder; já estão, até a presente data; há cinco anos no poder, e possuem quase três anos ainda por governar. E aguardem, não se surpreendam com nada que esteja porvir. Em nenhum país que o comunismo ou a tirania venceu houve uma preocupação muito precavida, e aqui estamos dessa maneira tão... Complacente, moderada, e até submissa.
01 abril 2008
O CÂNDIDO ALIENÍGENA
Com essa revelação quase divina, e uma racionalidade profana, diria com toda convicção e sinceridade que não me são peculiares, que Lula não é um ser terreno. Ele vive em outros planetas ou na lua. Com todos os fatos que se avolumaram; com todas as informações que nos chegaram; com todos os depoimentos e pareceres de técnicos e conhecedores; Lula, o Molusco alienígena só veio a acreditar em uma vulnerabilidade premente do Brasil à crise americana hoje!
Ele passou essas semanas afirmando e reafirmando que o Brasil está salvo dessa crise; que o “país dos americanos” devia resolver lá a crise, que “nóis num ia pagar a conta”, e blá, blá, blá. Completo ignorante mesmo. Não aprendeu as lições do passado, aquelas que FHC enfrentou, e que ajudaram o próprio alienígena a alcançar o poder. Para o energúmeno, um incêndio em um apartamento não atinge o visinho. Mas é uma besta mesmo.
Hoje ele vem a público e diz que os ajuizados devem acordar para a crise. Mas quem dormiu todos esses dias, foi ele. Ele que disse desconhecer da vulnerabilidade do Brasil perante a crise; ele que em seus discursos de um otimismo à la Pangloss de Voltaire, e uma ingenuidade de Cândido; sentenciou o Brasil como um país em franco crescimento e que não seria uma “crisezinha” que iria abalar a estabilidade do país. Só espero que depois que o doente estiver no leito do hospital ele não venha dizer que não sabia.
Mas a verdade é que agora o nosso: Lula Molusco, Maximus Rex, 4-dedos, alienígena, dá o braço a torcer, mas sem perder a postura de que “está tudo sobre o controle, mas se apertar eu grito”. Pronto, o braço ta posto no balcão, se for o dos 4-dedos, o mercado não pagará muito por ele não, mas se for o outro, quem sabe os marcianos negociam.
E tenho dito!
Para outras informações acerca das civilizações dos cosmos, vide: http://www.diskinternet.com.br/area51/frame_especies.htm(Vocês não vão levar isso a sério, não é? Mas vale para rir um pouco).
Entre o Bonobo e o Chimpanzé: Qual você é?
· “O passarinho tinha se esborrachado contra a parede de vidro da jaula e caído no chão. Kuni, uma fêmea de bonobo ou chimpanzé-pigmeu (Pan paniscus), caminhou até a ave com uma expressão preocupada e tentou colocá-la de pé. Nada. Pegou o pássaro com delicadeza, subiu até a árvore mais alta de seu recinto envidraçado e abriu suas asas com os dedos, com cuidado para não machucá-lo. Lançou a ave pelo ar feito um aviãozinho de papel, mas ela voltou a aterrissar dentro da jaula. Kuni se aproximou do passarinho de novo e montou guarda do lado dele o dia todo, evitando que outros macacos curiosos o tocassem. No fim do dia, ele finalmente conseguiu sair voando”.
· “O grupo cercou as três árvores onde se concentravam os outros primatas. Aguardaram e aos poucos se aproximavam, fechando o cerco. O desespero se abateu sobre a caça. E menos de um minuto o ataque estava feito. Dois chimpanzés rasgavam a carne de um espécime e saboreavam o produto do ataque”.
Uma questão que muitos já fizeram e outros tantos ainda fazem é: “Por que o homem é assim?”. Pesquisadores que estudam chimpanzés e bonobos (sub-espécie dos chimpanzés, e praticamente iguais geneticamente), que compartilham 98,6% do código genético com nós, seres humanos, descobriram que os dois grupos de primatas possuem comportamentos diversos, mas que tais comportamentos díspares se convergem na maneira como o ser humano age.
Por um lado temos os chimpanzés, formam grupos menores, patriarcais, violentos, giram em torno do poder. São mais fortes, robustos, vivem brigando com grupos visinhos, são egoístas, caçam e coletam para sobreviverem. Não hesitam em matar um oponente para garantir fêmeas, comida ou a hierarquia rígida. E eles preferem o sexo com fêmeas mais velhas, e vez ou outra, são carnívoros.
Por outro lado, vemos os bonobos, que formam comunidades maiores, matriarcais, são pacíficos, raramente apresentando comportamento violento. Fazem elos emocionais e sociais por meio do sexo, demonstrando respeito e hospitalidade com grupos vizinhos e não há uma hierarquia rígida. São mais delgados e têm o cabelo repartido no meio; vivem da coleta de alimentos e não têm problema algum em fazer sexo com jovens (entre nós isso se chama pedofilia).
Enquanto os primeiros desenvolveram em ambientes com falta de alimentos, e essa escassez produziu um ambiente estimulante para que os mais fortes sobrevivessem, de forma a criarem mais músculos e um comportamento moral bem próximo ao do lado egoísta, violento e possessivo do ser humano. Os segundos evoluíram em um ambiente de fartura alimentar, promovendo uma sociedade mais pacífica, onde a diplomacia do sexo prevaleceu, se aproximando dos seres humanos nos sentimentos de amor, ajuda a enfermos e desprovidos.
Os cientistas acreditam que as três espécies que evoluíram de um elo comum, tenham também algumas bases comuns. Eles afirmam que o amor materno, a cooperação social, que em alguns é desinteressado e em outros por interesse; a empatia, a política, a formação de amizades e grupos para sobreviverem, são características comuns a bonobos, chimpanzés e seres humanos, e provavelmente nasceu nesse ancestral comum. Com vista nesse ancestral comum, teria cada grupo desenvolvido seu modo de agir com grande influência do ambiente. Os bonobos com fartura de alimentos criaram sua sociedade pacífica; os chimpanzés em um ambiente de alimento escasso criaram uma sociedade violenta; e por último o ser humano, que viveu épocas de abundância e escassez, e, por isso, os cientistas nos define como sendo um “primata bipolar”, com características de bonobos e chimpanzés.
Muitas são as características que os cientistas descobriram, e que colocam mais semelhanças no modo de agir dos grandes primatas, destaco a transmissão de cultura, a criação de ferramentas e até o altruísmo que em cada espécie tem um grau diverso. É óbvio que o grau de desenvolvimento desses talentos encontrou seu ápice no ser humano, mas a presença dessas características nos primatas, nos dá uma visão retrospectiva que facilita a compreensão de quem somos, e, porque somos assim.Essa descoberta do homem como “primata bipolar”, explica porque variamos de um comportamento a outro de acordo com as circunstâncias. Buscamos a fidelidade das fêmeas e essas a proteção financeira para ela e a prole, quando somos chimpanzés; e procuramos as amizades com muitas mulheres, promovendo uma poligamia, como grupos religiosos e outros, de forma a todos ajudarem a criar a prole, quando nos aproximamos dos bonobos. Os cristãos estão tão próximos aos bonobos, que poderia dizer que o bonobo é o cristão dos primatas, ou ainda que o comunismo muito bem se adaptaria a sociedade dos bonobos e não na dos chimpanzés. Enquanto os chimpanzés são os generais ou capitalistas do mundo moderno, e os tempos beligerantes são o ambiente natural dessa espécie.
31 março 2008
HAHAHA, DALE ENERGIA NUCLEAR!
Nos últimos trinta anos, a participação da energia nuclear na produção de energia elétrica saltou de meros 0,1% para 17%, muito próxima à participação das hidrelétricas. Outro mito cai por terra, aquele que diz que os europeus ocidentais são mais “conscientes” que o resto do mundo “brutalizado”. A AIEA informa que, em termos relativos, a Europa ocidental gera 30% de sua energia elétrica através da energia nuclear, enquanto América do norte, Europa oriental e extremo oriente, esse índice varia de 15% a 17% . Nesta Europa, a França é tida como o baluarte da liberdade e boa consciência. Mas para horror dos moralistas do politicamente correto, a França gera 80% de sua energia elétrica por meio da radioativa mentalidade política que mantém 59 usinas e está com 1 em construção. A Rússia que virou um paradigma nuclear, possui apenas 31 usinas contra 55 japonesas e 104 americanas.
Não serei parcial, acrescento que países como Alemanha, Itália e Turquia estão em processo de desativação de usinas nucleares, substituição e diversificação da matriz energética. Mas isso ocorre em razão de haver outras fontes mais acessíveis nesses países; já em nações como Japão e França onde o consumo cresce e as fontes não-nucleares já foram esgotadas, a energia nuclear demonstra ter um futuro próspero. No Brasil, a riqueza de águas favorece a construção de hidrelétricas, mas essas fazem com que o país fique dependente de São Pedro, e o uso do gás nos coloca à mercê de mastigadores de coca; por sua vez, a energia eólica tem um custo alto e uma produção baixa; e o carvão é limitado em nosso território. A diversificação é necessária, e precisa incluir a fonte nuclear que dará mais autonomia ao país. Digo isso, porque no final das contas quem paga o pato somos nós simples cidadãos, com os apagões e as altas contas de eletricidade.

28 março 2008
A IMBECIL, OBSOLETA E PROFUNDA CALÇOLA DA NOVA DITADURA
Os meios de comunicação são um bom exemplo. Eles precisam de IBOPE, e qual a maneira mais aconselhável para se ter IBOPE? Mostrar o que a plebe quer ver. E o que a gente do populacho espera da mídia? Espera assistir a cultura do extrato baixo, o conhecimento básico de como cozinhar, os temas de favela e gírias incompreensíveis, e a si próprio na mídia. É exatamente o que nossas redes de comunicação fazem. Dão a eles o que eles querem. Dão a eles a cultura de baixo calão: funk, axé, pagode, rap, samba, grafite, filmes e documentários sobre favelas ou sobre a desumanidade e a segregação nas favelas, e a moda pornográfica da "fashion laje".
A mídia que deve informar; dar ciência para a população, hoje se concentra em julgar as pessoas antes de serem julgadas e condenadas de fato pela justiça. Informa tendenciosamente, censurando dados e imagens que a ela não interessam, reduzindo o tempo de reportagens para temas que ela não pode deixar de mostrar, apesar de incomodá-la. Tornou-se isenta às críticas e ao controle. Eles dizem que o controle deve ser exercido pela própria população e pelas instituições especializadas nisso que eles mesmos criaram. Mas o fato é que um povo que mal consegue sobreviver, que não consegue emitir uma opinião própria que tenha sido meditada e trabalhada racionalmente, se submetendo à postura de papagaio, repetindo o que se ouviu de um personagem de novela, artista ou de um apresentador de televisão; não pode, esse povo, ter ferramentas cognitivas para fazer esse controle mais apurado, o controle que eles exercem é mínimo, e restrito ao assunto: entretenimento.
O leitor, nesse momento deve estar pensando: "Esse homem odeia a mídia". A resposta é: Claro que não! Sou extremamente a favor da mídia. Ela é um instrumento da sociedade civil destinada a entreter, informar, educar e, evidentemente, lucrar...O que critico aqui, é o caso de estes três escopos da mídia não estarem dosados. Se você expõe 12 horas de entretenimento chulo, 6 horas de informação censurada e tendenciosa, 6 horas de educação em horários que ninguém assiste, teremos uma população tomada pelo entretenimento, pouco informada e muito menos ainda com capacidade crítica, além de mal educada. Eles argumentam que cada pessoa escolhe o horário que quer assistir, mas pensando bem, se eu gosto de educação, meu filho, no início também gostava, e não tem oportunidade de ver isso na tv por causa dos horários não-nobres que eles são exibidos. É muito provável que de 100 casos como este, muitos passaram a ter uma ligação com o entretenimento maior do que com a educação. Isso é, foi moldado por ela. O mesmo vale para a informação, quando esta é restrita, censurada, e manipulada, estaremos sabendo e falando informações que outros decidiram que deveríamos saber. Teremos a partir de então, opiniões que indiretamente pertencem a outras pessoas. Isso é um ultraje aos direitos humanos e à livre consciência! Quanto ao lucro, não faço nenhuma objeção direta ao ganho da pecúnia. Ela é benéfica, é o prêmio para aqueles empreendedores que encontraram uma maneira de atender e preencher uma brecha social. O que defendo, é que há a possibilidade de lucrar com o balanceamento dos escopos da mídia. Isso pode ser comprovado pelas tvs a cabo que possuem canais especializados em temas, e lucram muito com a parcela da população que aprecia a grade de programas do determinado canal. Mas na tv aberta - aquela que possui 5 ou 6 canais - há um funil de opções que impedem essa liberdade de escolha. Por isso, a minha crítica é restrita à tv aberta brasileira.
É importante dizer que hoje, os meios de comunicação exercem um papel de educadores dos jovens. Quantos são os jovens que seguem cegamente tendências apresentadas na tv? Muitos, com certeza. Hoje em dia, os pais estão quase sempre fora de casa, e os jovens encontram nos meios de comunicação uma função de interação que, em boa parte, substitui as diretrizes e os exemplos familiares. Por outro lado, a escola abdica de uma educação para a civilidade, se atendo a uma educação acadêmica. Nossos jovens adquirem capacidade acadêmica (nem todos), e ridícula noção de civilidade. A mídia demonstra não ter um compromisso contundente com a educação para a civilidade, e assim sendo, criamos jovens sem o menor preparo para a vida em sociedade.
Não estou aqui para dar apenas os problemas, quero destruir, mas também quero construir com os pés bem presos ao planeta Terra. Hoje, com o advento da internet, temos um acesso maravilhoso a vários níveis de informação, entretenimento e cultura. Esse acesso possui coisas boas e ruins, assim como na mídia convencional. Porém, há um diferencial, na net, você tem acesso a tudo... Repito: TUDO! Enquanto coisas boas ou ruins são mostradas ao bel-prazer dos programadores, daqueles que detém o poder de estabelecer o que se deve ser visto na tv. Na net isso não acontece, pois as opções e falta de regulamentos censurantes torna o acesso fácil, extremamente acessível. O mesmo ocorre com a tv paga, ela dá essa acessibilidade muito maior do que a tv aberta, mas ainda menor do que a net.
A solução? Talvez seja aumentar o número de canais abertos, ou ainda dá acesso de canais fechados a uma parcela maior da população; alargar as cotas para programas de toda espécie em horários nobres, ou quem sabe até criar uma espécie de Ministério Público especializado na fiscalização da mídia. (já existem instituições para esse fim, mas são de controle direto do Estado e as privadas são extremamente tendenciosas). Não como uma forma de censura, e sim, constituindo um conselho formado por membros de todos os meios de comunicação, componentes qualificados do governo, e das associações civis com representação popular. E esta instituição tendo autonomia total com relação aos três poderes, poderá agir sem dar satisfações aos poderes políticos, impedindo um controle maléfico por parte do Estado. Mas respeitando o princípio das opções, ou seja, dar todas as opções de tv. Se você gosta de uma coisa, terá um canal para isso; se você gosta de outra coisa, você terá o canal para aquilo. Respeitando as individualidades. Respeitando os gostos de cada um, mesmo que sejam minorias.
Obs: A palavra "censura" colocada no texto, tem o sentido de "exame", de "estudo", de "análise", e não no sentido comumente aceito que remete a ditaduras.
E enquanto aguardamos uma mudança racional do sistema de comunicação, quero dar-lhes alguns presentes. São sugestões de blogs da net, que acredito que poderão ajuda-los a ter um acesso ao mundo da inteligência que ainda resta nesse país:
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/
http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/
http://blogentrelinhas.blogspot.com/
http://minutopolitico.blogspot.com/
http://blogdomino.blig.ig.com.br/
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
http://www.projetobr.com.br/web/blog/
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
http://uolpolitica.blog.uol.com.br/
www.polibiobraga.com.br/
http://blogdoalon.blogspot.com/
http://oglobo.globo.com/pais/moreno/
http://blog.estadao.com.br/blog/paulo/
http://taogomespinto.blig.ig.com.br/
http://blogdoet.blig.ig.com.br/
http://colunas.g1.com.br/cristianalobo/
http://oglobo.globo.com/blogs/tereza/
http://www.tremazul.blog-se.com.br/blog/
Obs: Esses são blogs políticos. Aos poucos acrescentarei mais e outras categorias também. Colaborem se quiserem. Nos links à sua direita tem mais algumas sugestões.








